Didá celebra força das mulheres negras em desfile no Campo Grande
Entre figuras lembradas, a jornalista Wanda Chase e a cantora Preta Gil foram reverenciadas na passagem pela Praça Nelson Maleiro
Por Dinaldo dos Santos.
O samba-reggae baiano, criado pelo saudoso Neguinho do Samba, e o funk carioca se uniram no tema utilizado pela Didá, Banda Feminina que agitou, na tarde deste sábado (14), o Circuito Osmar do Carnaval de Salvador.

O desfile também celebrou a força da mulher negra com o enredo "Livre, forte, pele bela". Entre figuras lembradas, a jornalista Wanda Chase e a cantora Preta Gil, que faleceram em 2025, foram reverenciadas na passagem pela Praça Nelson Maleiro, principal porto do circuito do centro da cidade.
Assista trecho da passagem
Didá Banda Feminina
Didá Banda Feminina ou simplesmente Didá é uma banda musical de percussão exclusivamente feminina de Salvador, fundada em 13 de dezembro de 1993 pelo músico Neguinho do Samba, com o apoio inicial do cantor Paul Simon.
Apesar de ter sido criada pelo mesmo fundador do grupo Olodum, a Didá não mantém qualquer vínculo com ele. Como ressaltou em 2018 o jornal The New York Times, "o ambiente predominantemente masculino do carnaval soteropolitano teve suas tradições mudadas com a chegada da Didá no cenário musical da cidade".
Além da banda, a Didá mantém ações sociais e educativas visando a igualdade entre homens e mulheres. Seu nome "didá" é uma palavra iorubá que significa “o poder da criação”.
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