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07/04/2024 10h00 | Atualizado em 07/04/2024 10h30

‘Você é Bahia ou Vitória, Bento?’: mãe explica relação do filho com pais em lados opostos no BaVi

Com apenas três anos, Bento já foi a jogos no Barradão e na Fonte Nova

'Você é Bahia ou Vitória, Bento?': mãe explica relação do filho com pais em lados opostos no BaVi Foto: Arquivo pessoal/Laíse Santos
Juana Castro

Alguns pensamentos surgem na família quando se espera um filho. “Menino ou menina?”, “Qual vai ser o nome?”, “Como será o quarto?”. Mas para a internacionalista Laíse Santos, de 29 anos, e o coordenador de logística Ícaro Brandão, 30, juntos há mais de uma década, outra questão apareceu em meio à gravidez: para qual time o filho deles iria torcer.

Laíse é Bahia. Ícaro é Vitória. E o bebê?

“Quando a gente descobriu a gravidez, não pensou muito sobre sobre time”, confessa Laíse ao Aratu On. “Mas aconteceu, no meu aniversário, de meu pai me dar um presente e outro para o bebê, ainda sem saber o sexo. O presente foi o uniforme do Bahia, bem pequenininho… lindo! E aí ele falou: ‘sendo menina ou menino, vai ser do Bahia a primeira roupa'”, completa.

Nesse momento, os pais perceberam que teriam esse “dilema” pela frente. Uma semana depois do presente do vovô materno, o bebê, ainda na barriga da mãe, ganhou do pai um uniforme do Vitória.

cha revelacao

Fotos: arquivo pessoal

“No dia do chá revelação a gente já estava com os dois uniformes lá, fazendo uma rivalidade, as famílias também, e foi bem engraçado, né?”, conta Laíse, aos risos. “Quando descobriram que era menino… pronto! Começou um ‘eu vou levar para o Barradão’, ‘eu vou levar para a Fonte Nova’, e a partir daí começou essa coisa de Bahia e Vitória”, diz a mãe de Bento José, hoje com três anos.

O casal fez até uma aposta sobre qual roupa o pequeno vestiria primeiro. O time que chegasse mais longe ou ganhasse a Copa do Nordeste de 2021 seria o felizardo, e o tricolor se saiu melhor nesse “BaVi” familiar, como relembra Laíse.

“O Vitória foi logo eliminado e o Bahia continuou na competição. Aí a gente já sabia qual ele vestiria, mas esperei [a competição] terminar. O Bahia foi campeão, a gente vestiu a roupinha nele, postou e foi bem legal, nem neura, mas conseguimos postar e foi bem legal, sem nenhuma neura, mas a primeira roupinha de futebol que ele vestiu foi a do Bahia”, conta a tricolor.

Essa rivalidade, no entanto, é muito saudável, segundo a internacionalista. “Por mais que, às vezes, digam que tenha que rivalizar, a gente sempre tenta deixar claro que a escolha vai ser dele”, afirma. “Aqui em casa é tudo muito leve e a gente ‘gasta muita onda'”, frisa, acrescentando que, ultimamente, o menino tem dito mais que torce pelo Bahia. Ela diz, no entanto, que explica ao filho que ele pode mudar de time a qualquer momento. “A gente leva super na esportiva e a relação fica bem leve e saudável”.

Apesar de ter feito três anos recentemente, no último dia 27 de março, Bento já usou a “sagacidade” – inocente e inerente – das crianças e “saiu pela tangente”, algumas vezes’. “Quando era menorzinho, acredito que não sabia diferenciar [os times]. Ele vestia as duas camisas, cantava músicas dos dois e dizia que era os dois, só que foi crescendo e começou a dizer que era Brasil, principalmente depois da Copa do Mundo”, explica a mamãe.

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Tema do aniversário de 3 anos de Bento foi ‘futebol’, com bolo com escudos dos dois times | Imagem: arquivo pessoal/Laíse Santos

IDAS AO ESTÁDIO

Quando o assunto é “vestir a camisa”, o filho sempre é prioridade, e a família já foi unida tanto para o Barradão quanto para a Fonte Nova. A primeira ida a um estádio foi na casa do Vitória, ao lado do pai e do avô paterno (veja aqui).

“Ele já foi sozinho para o Barradão, com Ícaro, mas ainda não o levei sozinha para a Fonte Nova, porque tenho um pouco de medo. Mulher, sozinha com bebê…”, confessa, mas diz que pretende levar. “Ele pede. A gente passa pela Fonte Nova e ele fala, então pretendo levar num jogo mais ‘light’. E se não quiser, também, é sem problemas. A gente não força”.

barradao e fonte nova

Fotos: arquivo pessoal

Laíse reflete que, apesar da “idealização” da criança torcer para determinado time, e não para o rival, quando se trata de família, isso é “muito pequeno”. “Se ele for Vitória, eu vou para o Barradão com ele, mesmo sendo Bahia, porque eu quero vê-lo feliz, torcendo para o time que ele escolher. E Ícaro já deixou claro que se ele for Bahia, ele compra a camisa e acompanha também. É bem tranquilo, bem leve, aqui dentro de casa”, endossa.

pipoca

Garantindo a pipoca do pequeno, ‘está tudo certo’ | Fotos: arquivo pessoal

Ela imagina até um terceiro cenário: Bento torcendo para um time de fora, para fugir da “disputa”. “Com a gente é mais ‘gastação’, mesmo. Não não existe nenhum tipo de desentendimento ou brigas sérias por conta disso”, conclui.

Neste domingo (7/4), Laíse ou Ícaro podem até ficar tristes a depender do resultado do BaVi da final do Campeonato Baiano, mas para Bento, ao que parece – e pelo menos por enquanto -, isso não será um problema.

bento final

Fotos: arquivo pessoal

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