GIGANTE DE AÇO: Jovem de 17 anos tem quase 2,5 metros enfrenta tumor cerebral e sonha em ser policial
GIGANTE DE AÇO: Jovem de 17 anos tem quase 2,5 metros enfrenta tumor cerebral e sonha em ser policial
Com quase 2,5 m de altura o baiano Rodrigo Santos Mota, de 17 anos, tem enfrentado diversos problemas por conta da sua estatura física. Ele é morador do município de Ipiaú, que fica cerca de 185 quilômetros de Salvador, e por sofrer bullying na escola resolveu abandonar a vida acadêmica. Ele conta que teme comprometer seu futuro.
Em entrevista ao Aratu Online, Rodrigo conta que com 15 anos começou a perceber que estava crescendo além do comum, e por isso procurou ajuda médica.
“Quando eu cheguei aos 15 anos eu tinha o tamanho normal, depois fui crescendo e as pessoas começaram a ter preconceito comigo. Comecei fazer exames e tratamento, mas meu pai teve câncer e eu tive que parar”, contou. O jovem tem o sonho de ser policial, mas vê-lo distante por ter abandonado os estudos.
Rodrigo, que mora com a avó e o tio, conta que parou no 7º ano do ensino fundamental e explica que sentiu falta de um apoio dos professores da escola onde estudava. “As vezes eu falava com as professoras, mas depois que comecei a não ligar. Os meninos da minha escola não ia pra estudar, eles só queriam fazer bagunça”.
De acordo com Thais Cerqueira, de 22 anos, que é prima do estudante, graças a uma forte campanha feita pela internet e também ajuda de muitos amigos, os exames necessários já foram feitos.
“Fizemos um campanha na internet através de site da região e até mesmo WhatsApp. Conseguimos arrecadar dinheiro para fazer o exame dele com pessoas que nem queriam se identificar, mas no final das contas uma pessoa deu o exame de graça pra ele”, relatou.
Ainda de acordo com a prima, os médicos já constataram que Rodrigo tem um especie de tumor no cérebro e para começar o tratamento específico é necessário o resultado de todos os exames que foram passados pelos médicos.
“Ele já fez a tumografia, ressonância e esperamos que com os resultados a gente possa descobrir o que ele realmente tem para resolver logo isso. Não foi descartado a necessidade de cirurgia, mas provavelmente ele não vai precisar fazer”.
Thais explica ainda que o jovem foi em um neurologista que passou exames pra ele e todos já foram feitos. Além disso, outros seis médicos especializados no problema dele passaram uma ressonância nuclear magnética.
O maior drama enfrentado pelo jovem é a falta de conforto para se vestir e dormir na casa onde mora. Segundo Thais, atualmente, ele dorme na cozinha, já que quarto é muito pequeno e já tem duas camas.
“No quarto só tem duas camas e dormem a avó e o tio. Ele dorme na cozinha porque o único lugar da casa que cabe ele. As roupas dele são de doações e a maioria são ‘remendadas’, as calças viram bermudas e ele só usa sandália porque o pé fica inchado e não pode usar sapato”.