Sobrinho de advogada morta na Bahia é preso por suspeita de golpes com veículos
O suspeito é sobrinho da advogada Cláudia Félix, morta em julho deste ano, e é investigado por suspeita de envolvimento em golpes praticados
Por Bruna Castelo Branco.
Victor Oliveira da Silva, de 25 anos, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (7), no município de Parauapebas, no Pará, durante uma operação integrada das Polícias Civis da Bahia e do Pará. Ele é sobrinho da advogada Cláudia Félix, morta em julho deste ano, e é investigado por suspeita de envolvimento em golpes praticados por meio de negociações fraudulentas de veículos nas regiões de Itabuna e Itapetinga, no sul da Bahia.
A investigação sobre as fraudes também possui conexão com o homicídio de Cláudia Félix, ocorrido no dia 25 de julho de 2026, dentro da residência da advogada, em Itororó. As circunstâncias e a possível relação entre os casos integram as linhas investigativas conduzidas pela Polícia Civil da Bahia.

Suspeito foi preso no Pará
Victor foi localizado no bairro Cidade Jardim, em Parauapebas, onde os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva. Durante a ação, também foram apreendidos aparelhos celulares e documentos na residência do investigado.
Na Bahia, outros três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços localizados em Itabuna. Três veículos também foram apreendidos durante as diligências.
Segundo a Polícia Civil, Victor é investigado por envolvimento em diversos crimes de estelionato praticados por meio de negociações fraudulentas de veículos.
Investigação apura morte da advogada
Cláudia Félix foi morta a tiros no dia 25 de julho, dentro da própria residência, em Itororó. Segundo a Polícia Civil, a investigação sobre o homicídio possui conexão com a apuração dos golpes envolvendo veículos.
Até o momento, a polícia não divulgou detalhes sobre a natureza da relação entre os crimes nem apontou a participação de Victor na morte da advogada. As circunstâncias do homicídio continuam sendo investigadas.

Cinco mandados de busca ainda aguardam cumprimento
Ao todo, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão. Cinco dessas ordens ainda aguardam cumprimento.
Também foram autorizadas judicialmente a busca e apreensão de veículos que teriam sido objeto das negociações fraudulentas e o bloqueio de ativos financeiros vinculados ao investigado.
De acordo com a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo preservar o patrimônio relacionado aos fatos apurados e contribuir para o avanço da investigação.

Ação reuniu policiais da Bahia e do Pará
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Itabuna, unidade do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC).
A ação contou com apoio do DEIC/Sede, do Departamento de Inteligência Policial (DIP), da 2ª Delegacia Territorial (DT) de Itabuna, do Núcleo de Inteligência da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itabuna), das Diretorias Regionais de Polícia do Interior (Dirpin) Sul e Sudoeste e da Polícia Civil do Pará.

No estado paraense, participaram equipes do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá, da Divisão de Sinais e Dados do NIP e da Superintendência da 16ª Região Integrada de Segurança Pública (16ª RISP).
As investigações continuam para esclarecer os golpes, identificar outros possíveis envolvidos e apurar as circunstâncias do homicídio de Cláudia Félix.

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