Rifeiro 'Drico Rifas' é morto e criança fica ferida após ataque na RMS
O reifeiro conhecido como “Drico Rifas” foi morto a tiros num ataque ocorrido em Jauá, na RMS, que deixou uma criança ferida, nesta quinta-feira (19)
Por Da redação.
O rifeiro Adriano Pinto da Silva, de 32 anos, conhecido popularmente como "Drico Rifas", foi morto a tiros na tarde desta quinta-feira (19), em Jauá, distrito de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O ataque ocorreu na porta de uma oficina mecânica, onde homens armados surpreenderam a vítima com diversos disparos, atingindo-o principalmente nas costas e na cabeça.

Uma criança ficou ferida no ataque, de acordo com o Alô Juca. “Drico Rifas” foi levado ao Hospital Geral de Camaçari (HGC), mas não resistiu aos ferimentos. Já o garoto foi socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local e, posteriormente, transferido para uma unidade hospitalar de referência devido à gravidade dos ferimentos.
Em seu perfil no Instagram, o rifeiro possuía mais de 31 mil seguidores. O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Homicídios (DH/Camaçari), que busca imagens de câmeras de segurança para identificar os criminosos e o motivo do atentado.
Em junho de 2025, o Widian Fernandes Morais, de 31 anos, foi encontrado na beira da praia, em Mar Grande. Ele estava desaparecido há quatro dias e havia saído de casa, no bairro Cosme de Farias, em Salvador, dizendo que iria até Pernambués para trocar dinheiro.

Falsas Promessas
A força-tarefa coordenada pela Polícia Civil da Bahia desmontou uma organização criminosa acusada de promover rifas fraudulentas por meio das redes sociais. A ação resultou em 24 prisões, além da apreensão de veículos de luxo, armas de fogo, dinheiro em espécie e outros bens. Os sorteios eram manipulados para beneficiar membros do grupo, segundo as investigações.
Atuação em múltiplos estados e uso de laranjas
De acordo com o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), o grupo atuava em cidades como Salvador, Juazeiro, Vera Cruz, São Felipe, Nazaré e também em São Paulo.
A quadrilha promovia sorteios com prêmios de alto valor, como carros e motocicletas, para atrair o público nas redes sociais. No entanto, os resultados eram previamente direcionados. A estrutura do esquema contava com empresas de fachada e “laranjas” para ocultar a origem do dinheiro.
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Eles realizavam a promoção, “em escala quase industrial, de rifas clandestinas, que têm seus resultados corriqueiramente fraudados”. As apurações indicam ainda que grande parte dos sorteios das rifas promovidas pelo grupo eram fraudados para garantir que os prêmios não saíssem da Orcrim. Além disso, eles dissimulavam a fonte das receitas e reinseriam os valores na economia formal por meio das empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e movimentações em espécie.
Os envolvidos foram denunciados por crimes como formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e promoção de jogos de azar.
Os integrantes são:
José Roberto Nascimento dos Santos (Nanan Premiações)
Ramhon Dias de Jesus Vaz
Josemário Aparecido Santos Lins
Gabriela da Silva Vale – companheira de José Roberto Nascimento
Joabe Vilas Boas Bonfim
Charles Vilas Boas Prazeres
João Nilton Lima Laurentino
Rafaela de Carvalho Souza
Vinícius de Souza Santos
Ludmila Soares do Nascimento
Jorge Vinicius de Souza Santana Piano
Jefferson Pereira da Silva
Ivonei Santos Souza
Idelfonso de Jesus Santos Filho
Adenilton Silva de Jesus
Wesley da Silva Damasceno,
Paulo Santos da Silva Júnior
Lismara Assis da Silva de Jesus
Nadson Souza Ferreira
Alessandro Conceição de Souza Santos
Daniel Alves da Silva
Franklin de Jesus Reis
David Mascarenhas Alves de Santana
Jorge Jatobá de Paula
Califa Fernandes Teixeira
Rafaela Almeida Silva Aragão
Francisco Souza Braga Júnior
Manuel Ferreira da Silva Filho
Adilson Prazeres Barbosa
Adeilton Prazeres Barbosa
Valdomiro Maximiniano dos Santos
Antônio César de Jesus
Fernando Ferreira de Jesus
Jeferson Silva Franca
Lázaro Alexandre Pereira de Andrade
Almir Witzlebem Barradas Neto
Alan dos Santos Souza
Em novembro, o Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Fonseca determinou a soltura do rifeiro Nana Premiações, preso desde 9 de abril, em razão de decisão decorrente da segunda etapa da Operação Falsas Promessas, que investiga lavagem de dinheiro e atuação em rifas clandestinas na Bahia.
Na decisão, assinada nesta quinta-feira (27), o ministro reconsidera a prisão preventiva e substitui a pena por medidas cautelares, que serão definidas pela Vara de Organização Criminosa de Salvador.
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