Humorista Léo Lins é absolvido e tem reverte condenação por piadas anuladas
Condenado a mais de 8 anos de prisão, o humorista Léo Lins foi absolvido pela Justiça e teve a condenação revertida
Por Da redação.
Fonte: SBT News
O humorista Léo Lins foi absolvido pela Justiça Federal em São Paulo, na segunda-feira (23), revertendo a condenação de 8 anos, 3 meses e 9 dias de reclusão em regime fechado por prática, indução ou incitação à discriminação e ao preconceito de raça, cor, etnia e religião.

A decisão foi proferida pela 3ª Vara Criminal Federal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), após a defesa do humorista apresentar recurso contra a sentença condenatória. Segundo Ministério Público de São Paulo, responsável pela denúncia, o conteúdo das piadas continha declarações que induziam e incitavam discriminação e ataques relacionados à cor, etnia, religião e pessoas com deficiência.
O vídeo ultrapassou 3 milhões de visualizações antes de ser removido da plataforma, em 2023, por decisão judicial. Além da pena de prisão, a sentença anterior também determinava o pagamento de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos.
O advogado Carlos Eduardo Ramos, responsável pela defesa de Léo Lins, divulgou um vídeo nas redes sociais, ao lado do humorista, comemorando o resultado. Segundo ele, a decisão é positiva não apenas para a defesa pessoal do artista, mas também para a atividade artística no país.
Após a condenação sair, Léo Lins publicou um vídeo falando sobre o tema, afirmando que quem está falando não é o personagem que apresenta no palco, e sim Leonardo de Lima Borges Lins, seu nome de batismo.
Antes do pronunciamento, ele contou que quis ler e entender toda a sentença para relatar ao público a sua visão. O comediante reforçou que, no palco, está interpretando um personagem, e não expressando opiniões da vida real.
“Sabe qual foi um dos embasamentos da juíza que me condenou a mais de oito anos de cadeia? A Wikipédia. Não, não estou brincando”, afirmou.
Ao longo do vídeo, o humorista seguiu citando trechos da sentença e declarou: “Concordar com essa sentença é assinar um atestado de que somos adultos infantilóides, sem capacidade de discernir o que é bom ou ruim, e que precisamos de um Estado dizendo do que podemos rir, do que podemos falar e até mesmo do que podemos pensar”, ressaltou.

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