Cesta básica sobe em Salvador e mais 16 capitais
Dieese diz que o salário-mínimo deveria ser de R$ 7.106,83
Por Juana Castro.
A cesta básica ficou mais cara em Salvador em dezembro de 2025, acompanhando a tendência registrada em outras 16 capitais brasileiras. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na capital baiana, o custo médio da cesta básica apresentou alta de 1,55% no período. Entre as maiores elevações do país, Salvador aparece ao lado de Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). A única capital onde o preço médio não registrou variação foi João Pessoa. Nas demais, houve queda.
As reduções mais expressivas foram observadas na região Norte. Porto Velho liderou o ranking de quedas, com recuo de 3,60%, seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).
De acordo com o Dieese, um dos principais fatores para o aumento do valor da cesta básica foi a alta da carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais pesquisadas. Segundo os responsáveis pelo levantamento, o avanço dos preços está relacionado ao aquecimento da demanda interna e externa, além da oferta restrita do produto.
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Batata também registra alta
Outro item que contribuiu para o encarecimento da cesta foi a batata, que apresentou aumento de preço em praticamente todas as capitais. A exceção foi Porto Alegre, onde houve queda de 3,57%. No Rio de Janeiro, a alta chegou a 24,10%, influenciada pelas chuvas e pelo encerramento do período de colheita.
Em dezembro, a cesta básica mais cara do país continuou sendo a de São Paulo, com custo médio de R$ 845,95. Na sequência aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).
Nas capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).
Com base no valor da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, e considerando o que determina a Constituição - de que o salário-mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência -, o Dieese estimou que o salário-mínimo ideal em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o mínimo vigente, de R$ 1.518,00.

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