Travessia Salvador–Itaparica terá novo ferry com maior capacidade do sistema marítimo
O próximo modelo deve ter até dez anos de construção ou operação, conforme a medida acessada pelo Aratu ON
Por Victor Souza.
O Sistema Ferry-Boat deve ganhar mais uma embarcação para realizar a travessia entre Salvador-Itaparica. Isso porque a Secretaria de Infraestrutura da Bahia homologou, nesta quarta-feira (29), o novo processo licitatório para a aquisição de mais um equipamento. O próximo modelo deve ter até dez anos de construção ou operação, conforme a medida acessada pelo Aratu ON.

Além disso, a empresa Happy Frontier Importação e Exportação, responsável pelo fornecimento do ferry, foi selecionada no certame, no valor de R$ 89.400.000,00. A próxima embarcação terá capacidade para 1.254 passageiros e 168 veículos. A assinatura que vai firmar a compra deve ocorrer em até dez dias.
Depois de assinar o contrato, a entidade terá dois meses para realizar as adequações necessárias no ferry. A ação servirá para promover a classificação conforme às exigências feitas pela Marinha do Brasil, autoridade marítima brasileira e atender aos requisitos do edital.

Após a assinatura, uma vistoria dentro da embarcação será efetuada para averiguar as adequações realizadas. Segundo Seinfra, ao entrar em operação, a nova embarcação será a maior do sistema.
De acordo com a pasta, atualmente, o maior ferry em operação é o Zumbi dos Palmares, que tem capacidade para 1.094 passageiros e 135 veículos pequenos, de acordo com a Internacional Travessias.
Investigação da Agerba
Na última segunda-feira, o sistema ferry-boat da Bahia, responsável pela travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, passou a ser alvo de investigação do governo estadual após suspeitas de irregularidades no cumprimento de normas de segurança.
A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações (Agerba) instaurou um processo administrativo contra a Internacional Travessias Salvador S.A., empresa que administra o serviço. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial no último sábado (25).
Conforme a Agência, há indícios de que a concessionária não tenha realizado obras obrigatórias para obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento essencial que atesta a conformidade com normas de prevenção e combate a incêndios.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, a empresa poderá sofrer penalidades severas, incluindo a suspensão do contrato de concessão firmado com o Estado em julho de 2014, o que pode resultar na saída definitiva da operação do sistema ferry-boat.
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