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Bahia está entre os estados com mais focos de calor do Brasil; veja ranking

Bahia ocupa a terceira posição no ranking nacional de focos de calor e autoridades alertam para os riscos da fumaça à saúde da população

Por Ananda Costa.

A Bahia aparece como o terceiro estado brasileiro com o maior número de focos de calor registrados entre os dias 5 e 11 de julho de 2026, segundo o mais recente Informe Semanal de Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, divulgado nesta terça-feira (21) pelo Ministério da Saúde. 

Bahia está entre os estados com mais focos de calor do Brasil

No período, foram contabilizados 122 focos de calor no estado, atrás apenas de Tocantins (227) e Mato Grosso (181).

Ao todo, 15 estados brasileiros registraram 1.153 focos de calor durante a semana. Além da Bahia, também figuram entre os estados com maior número de registros Maranhão (119) e Pará (115).

Foto: Agência Gov | via MS

El Niño favorece o aumento dos focos de calor

Segundo o informe, o cenário é influenciado pela atuação do El Niño, fenômeno climático que deve permanecer até o início de 2027. As previsões indicam chuvas abaixo da média em parte do Centro-Norte do Brasil e temperaturas acima do normal em praticamente todo o país durante o trimestre de julho, agosto e setembro.

Essas condições favorecem períodos de estiagem, reduzem a umidade do ar e aumentam a probabilidade de ocorrência de focos de calor e de incêndios florestais em áreas mais secas.

El Niño na Bahia

A influência do fenômeno El Niño será um dos principais fatores responsáveis pelas condições climáticas da estação. | Foto: Ilustrativa/FreePick

inverno começou oficialmente no dia 21 de junho, e deve ser marcado por temperaturas acima da média histórica e intensificação da estiagem em parte da Bahia. Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a influência do fenômeno El Niño será um dos principais fatores responsáveis pelas condições climáticas da estação, sobretudo na segunda metade do período.

Enquanto o litoral baiano e Salvador devem manter a característica de uma das épocas mais chuvosas do ano, o interior, principalmente o semiárido, tende a enfrentar um cenário de seca mais rigorosa. Ao Aratu On, Gabriel Pugliese, coordenador do Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme (Cemadec) da Defesa Civil de Salvador (Codesal), informou que, para julho, a expectativa é de chuvas abaixo do normal na capital baiana, e ressaltou que a cidade ainda não está sofrendo influência do El Niño.

"Mesmo assim, não se descarta a possibilidade da ocorrência de sistemas intensos que se formem de forma pontual e que possam trazer pluviosidade intensa. ⁠Durante o inverno, o sistema meteorológico que atua em Salvador de forma mais recorrente é a frente fria. Para a nossa cidade, o El Niño costuma amplificar a atuação desse sistema e de diversos outros, trazendo acumulados mais expressivos", explicou.

LEIA MAIS: Embasa reforça segurança hídrica diante da ameaça do El Niño na Bahia

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