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VÍDEO: Homem é preso suspeito de assediar vizinha e oferecer dinheiro em troca de sexo em Salvador

Homem é preso após recusa de proposta feita por mensagem terminar em pedido de “socorro” dentro de condomínio em Brotas; saiba detalhes

Por Liven Paula.

Um homem é preso suspeito de assediar uma vizinha dentro de um condomínio residencial no bairro de Brotas, em Salvador, nesta terça-feira (8). 

  Homem é preso suspeito de assediar vizinha dentro de um condomínio residencial em Brotas, nesta terça (8).| Foto: Fala Dani/ Tv Aratu

Segundo relatos, o homem teria conseguido o número da moradora por meio de um grupo de comunicação dos residentes e enviado uma mensagem oferecendo dinheiro em troca de sexo. Após a recusa, ele teria ido até a porta da casa dela e batido insistentemente, fazendo com que a mulher pedisse socorro.

Homem é preso após vizinha pedir socorro

A situação teria começado depois que o suspeito conseguiu o contato da mulher no grupo de moradores do condomínio. Conforme o relato, ele teria enviado uma mensagem fazendo a proposta financeira para que ela passasse uma noite com ele.

A mulher recusou a abordagem e, pouco tempo depois, o vizinho teria ido até a residência dela. Ainda segundo os relatos, ele teria batido repetidamente na porta e tentado entrar no imóvel.

Assustada, a mulher enviou uma primeira mensagem para um amigo pedindo ajuda. Como o pedido não teria deixado clara a gravidade da situação, ela enviou uma segunda mensagem, desta vez pedindo “socorro”.

O amigo, identificado como Lucas, foi até o condomínio. Quando chegou, familiares da mulher já estavam no local e encontraram a moradora bastante abalada. 

Uma equipe da 26ª Companhia Independente da Polícia Militar (26ª CIPM) foi até o condomínio e localizou o suspeito próximo à residência da mulher. Ele foi conduzido para a Central de Flagrantes, onde a ocorrência foi apresentada.

Ainda de acordo com o amigo da vítima, outras mulheres que vivem no condomínio também teriam sido alvo de comportamentos semelhantes por parte do homem.

O responsável pelo imóvel teria conhecimento das reclamações envolvendo o vizinho e estaria tomando providências para retirá-lo do condomínio. Conforme o relato, a convivência entre os moradores teria se tornado inviável diante dos episódios registrados.

A mulher permaneceu na Central de Flagrantes acompanhada da mãe e do amigo. O caso será apurado pelas autoridades, que devem analisar os relatos e as circunstâncias da ocorrência.

 

Assista o momento da prisão: 

 

 

 

Outros casos de assédio sexual na Bahia

 

Três técnicas de enfermagem denunciaram episódios de assédio sexual ocorridos dentro da base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. As mulheres afirmam que os abusos teriam sido praticados por um coordenador de frota da unidade, identificado como José Carlos Bezerra da Silva, conhecido como “Galeguinho”.

Por segurança, as identidades das denunciantes serão preservadas.

Três técnicas de enfermagem denunciaram episódios de assédio sexual ocorridos dentro da base do Samu de Lauro de Freitas. | Foto: Maína Diniz

Uma das profissionais relatou que o assédio começou após uma mudança de unidade de trabalho. Segundo ela, o coordenador inicialmente se aproximou sob o argumento de ajudá-la em questões profissionais, mas depois passou a enviar mensagens frequentes, além de fazer cobranças e ameaças relacionadas à permanência no emprego.

Ainda de acordo com o relato, em determinado momento, ele pediu que ela entrasse em seu carro, estacionado em frente à unidade, sob a justificativa de conversar sobre assuntos de trabalho. No local, teria tentado beijá-la sem consentimento. A profissional afirmou que recusou a aproximação e saiu do veículo.

Ela relata ainda que, posteriormente, o homem passou a fazer ligações insistentes com declarações de cunho sexual, incluindo comentários íntimos e relatos de atos de masturbação. A situação, segundo a técnica de enfermagem, provocou crises de ansiedade, medo de perder o emprego e forte abalo emocional.

Uma segunda profissional também acusa o coordenador de ter tentado agarrá-la durante um plantão, dentro de uma sala da base do Samu. Segundo ela, o homem teria insistido na aproximação mesmo após a negativa. A trabalhadora afirma que, semanas depois do episódio, foi desligada do serviço sem receber uma justificativa plausível.

Ela relata que, após o ocorrido, passou a enfrentar dificuldades emocionais, como crises de choro, ansiedade, insônia e perda de apetite.

A terceira denunciante afirma que sofreu episódios de assédio ao longo de aproximadamente um ano. Segundo o relato, o coordenador teria feito toques sem consentimento, propostas sexuais e, em uma das ocasiões, teria exposto o órgão genital dentro de uma ambulância.

As profissionais também afirmam que gestores do serviço teriam sido informados sobre as denúncias, mas que nenhuma providência foi adotada até o momento.

As vítimas registraram um boletim de ocorrência online.

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