Técnicas de enfermagem denunciam assédio sexual no Samu de Lauro de Freitas
Três técnicas de enfermagem denunciaram episódios de assédio sexual ocorridos dentro da base do Samu de Lauro de Freitas
Por Da redação.
Três técnicas de enfermagem denunciaram episódios de assédio sexual ocorridos dentro da base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. As mulheres afirmam que os abusos teriam sido praticados por um coordenador de frota da unidade, identificado como José Carlos Bezerra da Silva, conhecido como “Galeguinho”.
Por segurança, as identidades das denunciantes serão preservadas.

Uma das profissionais relatou que o assédio começou após uma mudança de unidade de trabalho. Segundo ela, o coordenador inicialmente se aproximou sob o argumento de ajudá-la em questões profissionais, mas depois passou a enviar mensagens frequentes, além de fazer cobranças e ameaças relacionadas à permanência no emprego.
Ainda de acordo com o relato, em determinado momento, ele pediu que ela entrasse em seu carro, estacionado em frente à unidade, sob a justificativa de conversar sobre assuntos de trabalho. No local, teria tentado beijá-la sem consentimento. A profissional afirmou que recusou a aproximação e saiu do veículo.
Ela relata ainda que, posteriormente, o homem passou a fazer ligações insistentes com declarações de cunho sexual, incluindo comentários íntimos e relatos de atos de masturbação. A situação, segundo a técnica de enfermagem, provocou crises de ansiedade, medo de perder o emprego e forte abalo emocional.

Outros relatos
Uma segunda profissional também acusa o coordenador de ter tentado agarrá-la durante um plantão, dentro de uma sala da base do Samu. Segundo ela, o homem teria insistido na aproximação mesmo após a negativa. A trabalhadora afirma que, semanas depois do episódio, foi desligada do serviço sem receber uma justificativa plausível.
Ela relata que, após o ocorrido, passou a enfrentar dificuldades emocionais, como crises de choro, ansiedade, insônia e perda de apetite.
A terceira denunciante afirma que sofreu episódios de assédio ao longo de aproximadamente um ano. Segundo o relato, o coordenador teria feito toques sem consentimento, propostas sexuais e, em uma das ocasiões, teria exposto o órgão genital dentro de uma ambulância.
As profissionais também afirmam que gestores do serviço teriam sido informados sobre as denúncias, mas que nenhuma providência foi adotada até o momento.
As vítimas registraram um boletim de ocorrência online.
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