VÍDEO: câmera flagra homem em ataque que matou irmã trans na Bahia

Homem esfaqueou a própria irmã após discussão em bar

Por Anna Caroline Santiago.

Um homem de 31 anos, identificado como Amarildo Ramos de Souza, foi preso na terça-feira (31), suspeito de matar a própria irmã, uma mulher trans, a facadas no município de Barra, no oeste da Bahia. O crime ocorreu na última sexta-feira (27) e foi registrado por câmeras de segurança.

Foto: Reprodução

Nas imagens, a vítima, de 28 anos, conhecida como Estrelinha, aparece caída ao chão após ser atingida por golpes de faca em frente a um bar da cidade.

Nas imagens é possível ver populares prestando socorro a vítima. Veja:

De acordo com testemunhas, durante uma discussão no estabelecimento, Estrelinha teria chamado a atenção do suspeito por seu comportamento. O agressor retirou-se, voltou armado com duas facas e esfaqueou a vítima na região do tórax.

O suspeito foi localizado e preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, após ser encontrado com um revólver em uma rua do município.

Estrelinha chegou a ser socorrida por pessoas que estavam no local e foi encaminhada ao Hospital Ana Mariani, mas não resistiu aos ferimentos.

Amarildo foi conduzido à Delegacia Territorial (DT) de Barra, onde permanece à disposição da Justiça.

Bahia é o terceiro estado do Brasil que mais mata pessoas trans

Os dados revelam a gravidade desse cenário: entre 2017 e 2025, foram registrados 1.261 assassinatos de pessoas trans no país, uma média de 140 mortes por ano, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra),. O dossiê mais recente sobre assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras também evidencia a distribuição desigual desses crimes pelo território nacional.

No ranking por estadosSão Paulo lidera com 155 mortes ao longo da série histórica. Em seguida aparecem Ceará (115), Bahia (104) e Minas Gerais (100). Também figuram entre os estados com maiores índices Rio de Janeiro (96), Pernambuco (83), Paraná (59), Pará (51), Paraíba (47) e Goiás (43).

O Nordeste concentra parte significativa desses casos: apenas Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraíba somam 349 assassinatos. O perfil mais recorrente das vítimas, segundo a ANTRA, é de jovens, negras e nordestinas, o que evidencia a interseção entre transfobia, racismo e desigualdade social.

Diante desse cenário, políticas públicas de acolhimento e promoção de direitos se tornam essenciais. Em Salvador, o Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno tem papel estratégico nesse enfrentamento, atuando como espaço de escuta, proteção e reconstrução de trajetórias.

Foto: Jefferson Peixoto Secom Pms

Leia mais: Jovem é sequestrado, torturado e morto no Rio Vermelho, em Salvador

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.