Veja o que se sabe sobre mulher encontrada morta no sul da Bahia
Mulher encontrada morta no sul da Bahia foi achada com sinais de estrangulamento dentro de casa, em Arraial d’Ajuda
Por Ananda Costa.
O caso da mulher encontrada morta no sul da Bahia ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil identificar o principal suspeito e avançar nas investigações. A vítima, Juliana Guaraldi, de 39 anos, foi encontrada na última sexta-feira (10), dentro da própria residência, no bairro Mangabeira, em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro.

De acordo com a polícia, o corpo estava em avançado estado de decomposição e apresentava sinais de estrangulamento. A estimativa inicial é de que a morte tenha ocorrido cerca de três dias antes, informação que ainda será confirmada por exame necroscópico. Juliana foi localizada na sala do imóvel, vestindo apenas roupas íntimas.
As investigações apontam que as câmeras de segurança da residência estavam desativadas ou danificadas, o que pode ter comprometido o registro do crime. Imagens de câmeras de vizinhos estão sendo analisadas para ajudar na elucidação do caso.
O principal suspeito é o companheiro da vítima, Daniel Carlos Sobreira de Sousa, de 41 anos. Ele foi localizado morto na madrugada deste domingo (12), em Goiânia, com indícios de suicídio. Daniel era conhecido como “DJ Danka” e trabalhava em eventos e festas de formaturas no extremo sul baiano.

Antes disso, chegou a registrar um boletim de ocorrência alegando roubo e agressão, mas a polícia identificou inconsistências na versão apresentada, incluindo o uso do celular após o registro e possíveis alterações no IMEI do aparelho.
A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Porto Seguro segue com diligências para esclarecer completamente o caso. Guias periciais foram expedidas e as circunstâncias da morte continuam sendo investigadas.
Feminicídios na Bahia
A Rede de Observatórios da Segurança divulgou, nesta sexta-feira (6), a sexta edição do boletim Elas Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.
Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.
O boletim analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela organização: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
No total, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram vítimas de violência por dia.
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