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"Temos provas técnicas": delegada revela provas contra PM presa por morte de Léo Lanches

Delegada Zaira Pimentel detalhou ao Aratu ON o que levou à prisão da soldado e revelou novos detalhes do caso; confira

Por Liven Paula.


A confirmação de que o projétil encontrado na cena do crime partiu da arma da soldado da Polícia Militar, Valdilene Nonato investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, foi um dos principais pontos destacados pela delegada Zaira Pimentel durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (5), no Complexo Policial de Itapuã, em Salvador. 

Na foto delegada Zaira Pimentel, durante coletiva de imprensa sobre a morte de Léo Lanches.| Foto: Liven Paula/ Aratu On

Segundo a delegada, o pedido de prisão foi fundamentado em provas técnicas, como laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e registros das câmeras corporais dos policiais envolvidos. 
"Temos por obrigação trazer a verdade. Estamos diante de um caso de extrema repercussão, mas precisamos trabalhar com provas técnicas", afirmou a delegada.

Outro ponto que chamou atenção foi a confirmação de uma das principais provas do inquérito. "No local foi encontrado um projétil que foi oriundo da arma da policial. Isso já foi constatado pelo laudo do Departamento de Polícia Técnica", revelou Zaira Pimentel.


A investigada se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar acompanhada por advogados e, segundo a delegada, preferiu não responder aos questionamentos dos investigadores. "Ela exerceu o direito ao silêncio e foi custodiada no Batalhão de Choque. Agora será submetida à audiência de custódia pelo Poder Judiciário", disse.


Apesar da prisão, a Polícia Civil afirma que o caso ainda está longe de ser encerrado. "A investigação não termina com a prisão. É necessário ainda ouvir algumas pessoas e nós estamos aguardando os laudos periciais", ressaltou a delegada, indicando que novas informações ainda podem surgir durante a conclusão do inquérito.


Questionada sobre a atuação de um segundo policial que participou da ocorrência, Zaira Pimentel explicou que ele já foi ouvido e será interrogado novamente. No entanto, até o momento, não houve elementos suficientes para justificar uma medida cautelar. "Entendemos que, nesse primeiro momento, não havia necessidade de efetuar nenhum pedido de prisão ou outra medida cautelar. A responsabilidade dele ainda será apurada", afirmou.


Ao responder sobre a repercussão do caso, a delegada destacou que o trabalho da Polícia Civil precisa ser conduzido com base em evidências, mesmo diante da comoção provocada pela morte do comerciante. "Nós estamos diante de um caso de extrema repercussão, um caso muito delicado, onde há uma carga de dor e de subjetividade extrema. Mas cabe a nós trabalharmos com provas técnicas."



Quem era 'Léo Lanches', vendedor de lanches morto em São Cristóvão

 

O vendedor de lanches Leonardo Gil Lima, mais conhecido como 'Léo Lanches', de 33 anos, morreu na noite desta quinta-feira (23) durante uma ação da Polícia Militar no bairro de São Cristóvão, em Salvador.

 

Léo Lanches, vendedor de lanches morto em São Cristóvão.| Foto: Redes Sociais

Segundo informações iniciais, policiais militares chegaram ao local efetuando disparos, e um dos tiros acabou atingindo a cabeça de Léo. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Geral Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota, a Polícia Militar informou que equipes da 49ª CIPM realizavam patrulhamento no bairro de São Cristóvão quando identificaram disparos de arma de fogo provenientes de uma área com registros recorrentes de conflitos entre grupos criminosos.

Léo era casado e deixou três filhos, cujos nomes e idades não foram divulgados.

Além disso, era proprietário de um comércio no bairro, onde vendia lanches. O estabelecimento havia sido inaugurado há apenas quatro dias.


Leia mais: PM presa no caso Léo Lanches já foi citada em outro inquérito, diz delegada

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