PM presa no caso Léo Lanches já foi citada em outro inquérito, diz delegada
Segundo delegada, histórico da PM Valdilene Nonato é analisado, mas caso anterior não apontou excesso nem execução por parte da policial
Por, Dinaldo dos Santos e Liven Paula.
A policial militar Valdilene Nonato, presa preventivamente por suspeita de envolvimento na morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, já havia sido citada em outro inquérito policial. A informação foi confirmada pela delegada Núncia Zaira Neves Pimentel, titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico).

PM responde a outro inquérito
A delegada ressaltou, no entanto, que o procedimento anterior não apontou indícios de excesso ou de execução atribuídos à soldado. A declaração foi dada ao comentar questionamentos sobre se o histórico da investigada poderia influenciar o andamento do atual processo, que apura a morte do comerciante durante uma ação da Polícia Militar em São Cristóvão, no último dia 23 de julho.
Segundo a delegada, cada investigação é conduzida de forma independente e precisa reunir provas próprias para embasar medidas cautelares, como um pedido de prisão. "Cada inquérito tem elementos de informação e elementos de prova. Todos esses elementos precisam estar evidenciados para fundamentar um pedido de prisão", explicou.
Vida pregressa é considerada
Embora tenha destacado a autonomia de cada investigação, Núncia Zaira afirmou que a vida pregressa da investigada integra a análise realizada pela Polícia Civil. "A análise da vida pregressa da investigada é pontuada tanto em um quanto em outro inquérito", disse.
A delegada esclareceu, entretanto, que o procedimento citado por moradores e familiares da vítima não resultou na conclusão de que a policial tenha cometido abuso durante aquela ocorrência.
"A princípio, naquele inquérito citado pela população, não houve indicação de excesso ou nem de execução por parte da policial", afirmou. Apesar disso, ela confirmou que esse histórico é considerado durante o curso das investigações.

Inquérito continua
A delegada também reforçou que a prisão preventiva da policial não representa o encerramento da apuração. Segundo ela, a Polícia Civil ainda dará continuidade à coleta de provas antes de concluir o inquérito. "Nós temos 30 dias para finalizar o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário", afirmou.
Valdilene Nonato foi presa na terça-feira (4), após um laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) apontar que o projétil encontrado no local da morte de Léo Lanches é compatível com a arma que ela portava no dia da ocorrência. A soldado permanece custodiada à disposição da Justiça enquanto a investigação segue em andamento.
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