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Saiba quem são os PMs investigados pela morte de Léo Lanches em Salvador

Soldada foi presa após laudo do DPT apontar que o disparo partiu de sua arma; outro policial também é investigado pela morte do comerciante em São Cristóvão

Por Victor Hernandes.

Dois policiais militares são investigados pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, durante uma ação da Polícia Militar no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O caso ocorreu no dia 23 de julho e é apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Leonardo Gil Lima, Conhecido Como Léo Lanches, Morreu Após Ser Baleado Durante Uma Ação Da Polícia Militar Em São Cristóvão, Em Salvador

Uma das investigadas foi presa nesta terça-feira (4), no bairro da Pituba, em Salvador, durante uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar. A prisão foi decretada após um laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) concluir que o disparo que matou o comerciante partiu da arma utilizada pela policial.

Segundo as investigações, além das perícias balísticas, a Polícia Civil analisou imagens registradas pelas câmeras corporais utilizadas pelos agentes que participaram da ocorrência. O material auxiliou na reconstrução da dinâmica da ação policial.

Quem são os policiais investigados

De acordo com apuração do AratuOn, os policiais investigados são Valdilene Nonato Santos França e Marcus Vinicius dos Santos Bandeira. Valdilene foi presa nesta terça-feira (4) e será encaminhada para uma unidade prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Já em relação a Marcus Vinicius dos Santos Bandeira, até o momento não há confirmação oficial sobre eventual prisão ou cumprimento de medida judicial contra o policial.

Conforme levantamento da reportagem, o nome de Valdilene consta em registros oficiais do Governo da Bahia desde 2020, quando passou a integrar o quadro de praças da Polícia Militar do Estado.

Entenda o caso

Leonardo Gil Lima, de 33 anos, conhecido como Léo Lanches, morreu após ser baleado durante uma ação da Polícia Militar em São Cristóvão. Segundo moradores, policiais efetuaram disparos na região e um dos tiros atingiu a cabeça do comerciante. Ele foi socorrido para o Hospital Geral Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.

Na época, a Polícia Militar informou que equipes da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizavam patrulhamento em uma área com registros de confrontos entre grupos criminosos quando localizaram um homem ferido por disparo de arma de fogo. Casado e pai de três filhos, Léo havia inaugurado sua lanchonete apenas quatro dias antes de ser morto.

Família cobrou justiça por morte de Léo Lanches

No último sábado (1º), familiares, amigos e moradores de São Cristóvão realizaram uma caminhada para pedir justiça pela morte do comerciante. Antes da manifestação, representantes do Governo da Bahia se reuniram com familiares da vítima para apresentar o andamento das investigações e discutir medidas de apoio.

Participaram do encontro o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, além de representantes da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Ministério Público da Bahia.

Segundo o governo estadual, também será elaborado um plano de acolhimento aos familiares em parceria com o Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos do MP-BA.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) também lamentou a morte de Léo Lanches e informou que determinou o afastamento administrativo dos policiais envolvidos na ocorrência enquanto as investigações prosseguem.

Manifestação Leo Lanche

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