Suspeitos de matar baianos na Paraíba são presos em fuga para Bolívia
Suspeitos de matar baianos embarcaram em voos utilizando documentos falsos
Os suspeitos de envolvimento na morte de quatro trabalhadores baianos na Paraíba foram presos na quinta-feira (7), durante uma tentativa de fuga para a Bolívia, na cidade de Várzea Grande, no Mato Grosso. Segundo a Polícia Civil, um homem e um adolescente embarcaram em voos utilizando documentos falsos.

De acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, os investigados deixaram a Paraíba logo após o crime e seguiram para Recife, em Pernambuco. Na sequência, embarcaram para São Paulo também usando identidades falsas.
Após chegarem à capital paulista, os suspeitos viajaram para Várzea Grande, de onde pretendiam seguir para a Bolívia. A fuga, no entanto, foi interrompida por uma ação conjunta das polícias civis da Paraíba e do Mato Grosso, que resultou na captura da dupla. Os dois permanecem custodiados em Cuiabá. Um quarto suspeito de participação no crime continua foragido.
Relembre o caso dos trabalhadores baianos desaparecidos em João Pessoa
A Polícia Civil da Paraíba desvendou o desaparecimento de quatro trabalhadores baianos em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. Apesar do caso ter sido registrado no dia dois de abril, os homens não são vistos desde a noite do dia 31 e março.
Os trabalhadores estavam no estado há cerca de dois meses e residiam em uma casa de apoio destinada a profissionais da construção civil. As vítimas foram identificadas como:
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Cleibson Jaques (31 anos) de Campo Formoso
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Lucas Bispo (idade nao revelada) de Campo Formoso
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Sidclei Silva (21 anos) de Morro do Chapéu
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Gismario Santos (23 anos) de Morro do Chapéu
Ainda conforme as investigações, a ordem para executar os quatro trabalhadores baianos teria partido de um líder de facção criminosa com atuação no Rio de Janeiro. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.
Familiares de trabalhadores baianos mortos em João Pessoa chegam ao IML
Familiares dos trabalhadores baianos encontrados mortos em João Pessoa, na Paraíba, chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) no último sábado (4) para fazer a liberação dos corpos.
Os corpos foram encontrados em uma área de mata, apresentando marcas de tiros. Três das vítimas estavam com as mãos amarradas, conforme detalhou o perito Rodrigo Farias, do Instituto de Polícia Científica (IPC).
A delegada Josenise Andrade informou que dois dos corpos estavam com documentos emitidos no estado da Bahia. Em razão do avançado estado de decomposição, não foi possível fazer a identificação visual das vítimas nem precisar o número de perfurações.

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