Suspeito de violência doméstica é preso após alegar que vítima caiu de escada
Uma mulher denunciou ter sido vítima de agressão por parte do companheiro, com quem mantinha um relacionamento há cerca de três anos
Por Da redação.
Uma mulher denunciou ter sido vítima de agressão por parte do companheiro, com quem mantinha um relacionamento há cerca de três anos. O caso aconteceu na última terça-feira (2), e o suspeito foi preso pela Polícia Civil na mesma noite.
Segundo relato da vítima, as agressões começaram logo após ela sair do banho, quando foi atingida por um soco. Em seguida, o homem teria a agarrado pelo pescoço e batido sua cabeça contra uma parede.

A mulher sofreu ferimentos com sangramento intenso e chegou a desmaiar durante o ataque.
De acordo com a vítima, ela gritou por socorro ao acreditar que poderia ser morta. Durante a agressão, a filha dela tentou intervir utilizando uma faca para defender a mãe.
Suspeito teria mentido sobre ferimentos
Após o ocorrido, o homem teria informado a vizinhos e profissionais de saúde do Hospital Geral do Estado (HGE) que a companheira havia caído de uma escada.
A versão, no entanto, não foi confirmada e o suspeito acabou preso pela Polícia Civil.

Vítima relata histórico de alertas
A mulher afirmou que já havia recebido alertas de outras mulheres sobre o comportamento agressivo do companheiro.
Ela também declarou que o suspeito não contribuía com as despesas domésticas, apesar de trabalhar e receber benefícios.
Além das lesões físicas, a vítima relatou preocupação com a segurança dos filhos e disse esperar que o agressor seja responsabilizado judicialmente. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Violência doméstica na Bahia
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) registrou mais de 10 mil denúncias de violência doméstica entre março de 2025 e março de 2026. O número representa um aumento significativo em relação ao período anterior, que contabilizou 8.106 casos. A maioria das vítimas é composta por mulheres. No mesmo intervalo, foram formalizadas 247 denúncias por feminicídio no estado.
Segundo o órgão, as denúncias têm como objetivo responsabilizar os autores e oferecer uma resposta institucional à violência extrema contra mulheres, que inclui agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais, geralmente ocorridas no ambiente doméstico. De acordo com o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), promotor de Justiça Adalto Araújo, o enfrentamento dessa realidade exige mobilização coletiva. “Acreditamos que essa luta diária, somada ao esforço de toda a comunidade, pode ajudar a transformar a sociedade, para que toda mulher possa viver num mundo de mais equidade e paz”, afirmou.
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