Suspeito de matar professor da UFRB é solto por legítima defesa; entenda
Suspeito de matar professor confessou os disparos durante briga de trânsito na última terça-feira
A Justiça da Bahia determinou a liberdade provisória de Wagner do Nascimento Ferreira, suspeito de matar o professor universitário Fabrício Dalla Vecchia, de 44 anos, na BR-324, na última terça-feira (26). A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (29), em Salvador, e aponta indícios de legítima defesa por parte do suspeito.
O crime ocorreu após uma briga de trânsito nas proximidades do Porto Seco, em Salvador. O suspeito confessou ter efetuado os disparos contra a vítima. No entanto, de acordo com o juiz Cidval Santos Sousa Filho, há indícios de que Wagner do Nascimento agiu em legítima defesa, já que o professor portava um facão no momento do ataque.
A arma branca foi encontrada diante do veículo e ao lado do corpo da vítima, conforme relatório da investigação policial.
Como parte das medidas cautelares, Wagner deverá comparecer a todos os atos processuais e se apresentar mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades. Ele também está proibido de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial. Além disso, o juiz determinou a suspensão do registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) do investigado, que lhe permitia possuir arma de fogo.
O caso
A briga de trânsito que terminou com a morte do professor ocorreu na noite de terça-feira (26), nas proximidades do Porto Seco, em Salvador.
Segundo a Polícia Civil, Wagner do Nascimento chegou a fugir após o crime, mas foi preso posteriormente em um shopping no bairro de São Cristóvão, também em Salvador.
Quem era o professor
Fabricio Dalla Vecchia, de 44 anos, encontrado morto, na noite de terça-feira (26), após uma briga de trânsito na BR-324, era professor adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
A vítima lecionava no curso de música popular brasileira, no Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) da UFRB, no município de Santo Amaro e também era trombonista e pesquisador.
A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) publicou nota em rede social, lamentado o ocorrido com o docente, que trabalhava desde 2016 na CECULT.
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Entre os projetos estavam o laboratório de práticas de ensino coletivo, voltado à formação de grupos instrumentais, experimentação prática e elaboração de materiais didáticos; o coral CECULT UFRB, iniciativa dedicada à prática coral e à valorização da diversidade da música popular brasileira.
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