Quem são as vítimas mortas por técnicos de enfermagem em UTI do DF
As suspeitas surgiram após a Comissão de Óbito do Hospital Anchieta identificar circunstâncias atípicas relacionadas às mortes
Por Da redação.
Fonte: Pedro Canguçu, SBT News
As três vítimas e os três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento em mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), foram identificados. Os óbitos aconteceram nos dias 17 de novembro e 1º de dezembro do ano passado.

As apurações indicam que os pacientes apresentaram piora clínica súbita e parada cardiorrespiratória logo após a aplicação de substâncias pela veia, em circunstâncias consideradas incompatíveis com a evolução natural dos quadros clínicos. Laudos técnicos apontam que os produtos utilizados tinham potencial para causar a morte.
Quem são as vítimas
As vítimas identificadas até o momento são:
- João Clemente Pereira, de 63 anos, que trabalhava na Caesb;
- Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios;
- Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.

Quem são os técnicos investigados
Os técnicos de enfermagem identificados como suspeitos são:
- Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos;
- Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos;
- Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos.
Segundo as investigações, Marcos Vinícius teria sido o responsável por prescrever irregularmente um medicamento, utilizando o login de um médico no sistema do hospital, retirar o produto na farmácia da unidade e aplicá-lo diretamente nas vítimas, sem autorização da equipe médica. Em um dos casos, ele também teria injetado desinfetante diversas vezes em uma das pacientes.
As apurações indicam ainda que as outras duas técnicas de enfermagem auxiliaram em parte das ações, estando presentes no momento da retirada dos medicamentos e da aplicação em dois dos casos. Inicialmente, os três negaram envolvimento, mas confessaram após serem confrontados com imagens das câmeras de segurança da UTI, conforme informações da investigação.
Relembre o caso
As suspeitas surgiram após a Comissão de Óbito do Hospital Anchieta identificar circunstâncias atípicas relacionadas às mortes. A instituição instaurou um comitê interno de investigação e, a partir dos indícios levantados, solicitou a abertura de inquérito, além da adoção de medidas cautelares.
Os técnicos investigados foram demitidos. A primeira fase da operação ocorreu no dia 11 de janeiro, com prisões temporárias e o cumprimento de mandados de busca e apreensão em cidades do Distrito Federal e do Entorno. A segunda fase foi realizada em 15 de janeiro, com a apreensão de dispositivos eletrônicos.
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