Porto da Barra vira cenário de simulado de acidente aéreo em Salvador; veja vídeos
Simulado realizado no Porto da Barra reúne cerca de 400 pessoas e diferentes órgãos para testar protocolos de emergência em caso de acidente aéreo no mar
Por, João Tramm e Rosana Bomfim.
O Porto da Barra, em Salvador, teve o acesso temporariamente restrito para banhistas na manhã desta quinta-feira (17) durante um grande simulado de acidente aéreo promovido pelo Aeroporto de Salvador. A operação reuniu aproximadamente 400 pessoas, entre figurantes, socorristas, profissionais de saúde, agentes de segurança, equipes de regulação, comunicação e gestores de crise.
O Aratu On acompanhou de perto toda a operação e mostrou como funciona a atuação integrada das equipes durante o simulado, que reproduziu um cenário de emergência para testar protocolos e a capacidade de resposta dos órgãos envolvidos.

Porto da Barra vira cenário de simulado de acidente aéreo
O exercício simulou uma ocorrência de acidente aéreo no mar e contou com a participação de diferentes órgãos e instituições envolvidos no atendimento de uma situação de emergência. Dezenas de veículos, embarcações e aeronaves também foram mobilizados durante a atividade.
A proposta foi testar, na prática, os protocolos que seriam utilizados em uma ocorrência real, principalmente a integração entre as equipes e a capacidade de resposta diante de um cenário de grande complexidade.
"Um dos principais desafios é coordenar diferentes equipes", diz coronel dos Bombeiros
Ao Aratu On, a Coronel Patrícia Torreão, do Corpo de Bombeiros, destacou que um dos principais desafios é coordenar diferentes equipes durante uma situação que pode envolver, além das vítimas, familiares, curiosos e até outras ocorrências simultâneas.
“Você lida com curiosos, você lida com familiares, você lida com as diversas equipes, então você tem que estar atento, inclusive para a possibilidade de dentro de um simulado desse a gente ter ocorrência real”, explicou.
Segundo a Coronel, mesmo durante um exercício de emergência, as equipes precisam estar preparadas para atender uma eventual ocorrência verdadeira que aconteça simultaneamente.

Simulado fora do aeroporto
De acordo com Julio Ribas, CEO da Vinci Airports, empresa responsável pela gestão do Aeroporto de Salvador, o exercício desta quinta-feira foi o maior já realizado pela concessionária e teve como objetivo ampliar a complexidade dos treinamentos.
“Um acidente aéreo, ninguém quer que aconteça. Mas, se acontecer, a expectativa é que todo mundo esteja muito bem preparado para responder com eficiência e rapidez. Esse é o objetivo”, afirmou.

O executivo explicou que, tradicionalmente, os simulados são realizados dentro da área aeroportuária. Desta vez, a escolha do mar aumentou o nível de complexidade da operação.
“Na eventualidade, um acidente no mar aumenta a complexidade. Então a gente resolveu aumentar a complexidade, com mais envolvidos no processo e para estar mais preparados”, disse.
A operação também contou com integração entre diferentes localidades. Segundo Ribas, houve participação e conexão com equipes em Recife, por meio do Comando da Aeronáutica, e em Brasília, com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No aeroporto, uma estrutura foi montada para simular o atendimento a familiares, amigos e possíveis vítimas.
Planejamento começou meses antes
O coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), doutor Ivan, explicou que a operação desta quinta-feira é resultado de meses de planejamento entre os órgãos envolvidos.
Segundo ele, um dos cenários considerados foi justamente a possibilidade de uma aeronave sofrer um acidente no mar durante a operação de decolagem do aeroporto.
“A gente sabe que o aeroporto de Salvador, na decolagem, uma parte das vezes, assim que ele decola, ele vai para o mar. Então, é sempre uma pergunta que foi feita: se isso acontecesse, como a gente iria atuar?”, explicou.
Para o profissional, o exercício permite identificar falhas e pontos que podem ser aperfeiçoados antes de uma situação real.
“É melhor a gente fazer esse simulado que possa identificar quais são as possibilidades de melhoria”, afirmou.

A ação reuniu equipes que, normalmente, atuam em diferentes frentes, mas que precisariam trabalhar de maneira coordenada em uma emergência de grandes proporções. A comunicação entre os órgãos também foi apontada como um dos pontos que precisam ser testados.
A Transalvador participou da operação com o isolamento de parte das vias de acesso à região do Porto da Barra. O acesso à praia também ficou restrito durante a manhã para permitir a realização do exercício.
Ao final da simulação, os participantes devem realizar um processo de avaliação, conhecido como debriefing, para analisar o funcionamento da operação e identificar ajustes necessários nos protocolos de emergência.
A atividade faz parte das ações de preparação para situações de emergência envolvendo o Aeroporto de Salvador e busca aprimorar a integração entre os órgãos que poderiam atuar em uma ocorrência real.
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