Policiais baleadas: major recebe alta de UTI e soldado é presa preventivamente
A soldado foi presa em flagrante, passou por audiência de custódia e teve sua prisão convertida em preventiva, devendo ser conduzida ao receber alta hospitalar
Por Dinaldo dos Santos.
A major Caroline, baleada na última segunda-feira (23) pela soldado Ana Beatriz, dentro de uma unidade da Polícia Militar, no Centro Administrativo da Bahia, responde positivamente aos cuidados médicos e, nesta quinta-feira (26), recebeu alta da UTI. Contudo, ela segue internada no Hospital Geral do Estado (HGE).
De acordo com informações da Força Invicta, associação dos oficiais militares da Bahia, a soldado Ana Beatriaz, também baleada na ação, está custodiada no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Ela foi presa em flagrante, passou por audiência de custódia e teve sua prisão convertida em preventiva, devendo ser conduzida ao receber alta hospitalar.

A soldado constituiu um advogado particular, mas tem recebido, também, o apoio da Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra). De acordo com a avaliação do coordenador geral da entidade, Marco Prisco, a investigação do caso está “muito nebulosa”.
“Até agora só tem a verdade da polícia [...] Quem sabe realmente o que é que aconteceu ali naquela sala? Todo mundo só está avaliando a consequência dos dados”, pontuou. "Não estou dizendo que justifica, mas tem que entender qual é a causa, porque se a gente não tratar a causa, este não será o primeiro caso”, disse.
De acordo com o diretor da Aspra, dentro da corporação, a perseguição é muito grande e, inclusive, segundo ele, já houve caso de um policial dessa mesma unidade ter cometido suicídio dentro de uma viatura.
Informações preliminares, não confirmadas por autoridades policiais, apontam que a soldado, antes de ter tido um aparente surto psicótico, soube que iria responder a um inquérito administrativo. Com relação a essa situação, Prisco relatou que ela foi comunicada de forma arbitrária e não foi ouvida antes da decisão.
Segundo o coordenador da Aspra o motivo teria sido uma discussão banal com outra policial e a major havia colocado uma inimiga da soldado para apurar o fato. “Pelo menos todo mundo fala isso [...] Ela sentiu que não haveria isonomia nessa apuração”, acrescentou.

Relembre o caso
A major Caroline foi baleada no rosto após ser surpreendida, dentro de uma sala, pela soldado Ana Beatriz, que entrou no local e efetuou disparos.
Um tenente-coronel presenciou a ação e reagiu, atirando contra a soldado para conter o ataque. Ana Beatriz foi atingida no tórax e no braço.
As duas receberam primeiros socorros no local e foram levadas para o Hospital Geral Roberto Santos. Em seguida, a major foi transferida para o Hospital Geral do Estado, onde passou por cirurgia no maxilar. Ambas estão conscientes, estáveis e sem risco de morte.
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