PF prende investigado por envolvimento em pornografia infantojuvenil na Bahia
Segundo a PF, as apurações demonstraram que o investigado utilizava diversos perfis falsos para se aproximar de crianças e adolescentes
Por Dinaldo dos Santos.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27), a Operação Rapina, com o objetivo de combater crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet, especialmente a produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, nas cidades de Ibipitanga e Barreiras, no oeste da Bahias; e cumpridos dois mandados de prisão em aberto em desfavor do investigado, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas e pelo Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins.

Perfis falsos
Segundo informações da PF, os mandados foram cumpridos em razão de condenações por crimes de estupro de vulnerável e por armazenamento e compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil.
A investigação foi impulsionada a partir de relatórios encaminhados por organismo internacional de proteção à infância, os quais indicaram a atuação reiterada de usuário brasileiro em redes sociais na prática de crimes envolvendo múltiplas vítimas menores de idade.
Ainda de acordo com a PF, as apurações demonstraram que o investigado utilizava diversos perfis falsos para se aproximar de crianças e adolescentes, muitas vezes se passando por outras pessoas, inclusive menores do sexo feminino, com o objetivo de obter imagens íntimas das vítimas.
Após estabelecer contato, o investigado, conforme a PF, induzia as vítimas ao envio de conteúdo de cunho sexual e, posteriormente, passava a chantageá-las, ameaçando divulgar o material para familiares, amigos ou em perfis públicos, caso não recebesse novas imagens ou vídeos.
A PF acrescentou que, em diversos casos, o investigado efetivamente divulgava o material obtido, ampliando o dano às vítimas e potencializando a circulação do conteúdo ilícito.

Histórico extenso
As investigações também apontaram que o suspeito utilizava múltiplos números telefônicos e contas digitais para dificultar sua identificação, reaproveitava imagens de vítimas anteriores para aliciar novas vítimas e demonstrava habitualidade criminosa, atuando de forma reiterada e estruturada, praticando simultaneamente armazenamento, produção e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
O investigado possui extenso histórico criminal, com dois mandados de prisão em aberto cumpridos na presente operação, além de condenação a 11 anos de reclusão, em regime fechado, pelo crime de estupro, e condenação a 3 anos de reclusão por crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como responde a outras ações penais relacionadas à divulgação de imagens íntimas de adolescentes, evidenciando reiteração delitiva.
Até o momento, foram identificadas ao menos 12 vítimas, todas menores de idade à época dos fatos, havendo indícios de que o número real de vítimas seja superior. O investigado poderá responder pelos crimes de estupro de vulnerável, produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil, bem como aliciamento de crianças e adolescentes.
As medidas de busca e apreensão têm por finalidade a coleta de dispositivos eletrônicos e demais elementos de prova, visando aprofundar as investigações, identificar outras vítimas e eventuais novos fatos delituosos.
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