Operação mira organização criminosa e bloqueia R$ 100 milhões em bens na Bahia
Operação contra organização criminosa na Bahia acontece nos municípios de Salvador, Ipiaú, Jequié, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas e outros
Por Ananda Costa.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), a Operação Maré Vermelha, que tem como alvo integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre simultaneamente em diversos estados do país e inclui o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 100 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

A ofensiva acontece de forma integrada na Bahia e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais, com a participação de unidades especializadas das Polícias Civis desses estados.
Na Bahia, as ordens judiciais são executadas nos municípios de Salvador, Ipiaú, Jequié, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Campo Formoso e na Ilha de Itaparica.
Operação mira organização criminosa na Bahia
De acordo com a corporação, as investigações apontaram a existência de um esquema estruturado para ocultar e movimentar recursos obtidos de forma ilícita. O grupo utilizava empresas de fachada, pessoas interpostas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos para dissimular a origem do dinheiro.
As apurações foram conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), que identificou uma complexa estrutura financeira destinada a inserir no mercado formal recursos provenientes do tráfico de drogas.
Segundo a Polícia Civil, pessoas físicas e jurídicas eram utilizadas para movimentar patrimônio e recursos financeiros em benefício da organização criminosa, dificultando o rastreamento dos valores pelas autoridades.
Durante a operação, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e outras medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas, está o monitoramento eletrônico de investigados por meio de tornozeleiras eletrônicas.
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