O que se sabe sobre grupo investigado por venda de armas ilegais na Bahia
Operação da Polícia Civil cumpriu 16 mandados em Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju e bloqueou R$ 38 milhões ligados aos investigados
Por Taís Rocha.
Um líder de uma organização criminosa investigada por coordenar o envio de armas de fogo do Rio de Janeiro para a Bahia é um dos principais alvos da Operação Exarmatio, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (11). Durante a ação foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju (SE).

Em Feira de Santana, as medidas judiciais foram cumpridas nos bairros Parque Ipê, Renascer, Campo Limpo e Novo Horizonte. Entre os alvos das medidas judiciais estão a esposa e um cunhado do homem apontado como líder do esquema do envio de armas de fogo. Além das apreensões, a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 38 milhões em bens e valores vinculados aos investigados.
Como funcionava o esquema
De acordo com informações da Polícia Civil, as apurações indicam que o grupo teria uma estrutura organizada para a comercialização ilegal de armas, com atuação em mais de um estado e divisão de tarefas entre os integrantes.
Enquanto o suspeito, que atua a partir do Rio de Janeiro, seria responsável por coordenar as remessas de armamento ilícito para a Bahia, além de cuidar da movimentação financeira da organização criminosa.

Materiais apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos quatro veículos, sendo dois Toyota Corolla e duas motocicletas, além de oito celulares, um notebook, um tablet e cerca de 150 cartões bancários. Na ocasião, também foram recolhidos documentos relacionados à movimentação financeira dos investigados.
O material será analisado pelos investigadores da Polícia Civil e poderá ajudar a identificar outros integrantes do grupo e esclarecer como as armas eram adquiridas, transportadas e distribuídas, além de apontar o fluxo financeiro da organização.
Veja o vídeo:
Investigação segue
A polícia informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes e esclarecer a movimentação de armas e dinheiro atribuída ao grupo.
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