Estudantes de medicina da Uefs denunciam perda de espaços no Hospital Clériston Andrade
Estudantes da Uefs denunciaram a perda de espaços utilizados por alunos no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana
Por Bruna Castelo Branco.
Estudantes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) denunciaram a perda de espaços utilizados por alunos no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, na Bahia, e cobram a disponibilização de uma área destinada a estudo, descanso e guarda de pertences. A manifestação foi divulgada pelo Diretório Acadêmico de Medicina da Uefs (DAMEFS).

Segundo os estudantes, a universidade já chegou a contar com quatro salas de aula dentro do hospital. Até recentemente, porém, restava apenas uma sala utilizada pelos discentes para guardar pertences, descansar e estudar. De acordo com o DAMEFS, esse último espaço foi perdido em 14 de agosto. Leia a publicação na íntegra:
“A Uefs merece respeito. O que está em jogo é o direito dos nossos estudantes a condições adequadas de formação dentro do Hospital Geral Clériston Andrade.
Após perdermos os espaços que historicamente eram utilizados pelos discentes, reivindicamos a devolução de um espaço para estudo, descanso e guarda de pertences, além de condições adequadas para o internato. Não estamos pedindo privilégios. Estamos cobrando estrutura, dignidade e respeito à Universidade Estadual de Feira de Santana.
O DAMEFS seguirá cobrando respostas e soluções”.
O Aratu On entrou em contato com as assessorias de comunicação da Uefs e do Hospital Geral Clériston Andrade para pedir esclarecimentos, mas, até a publicação desta reportagem, não obetve resposta.

Estudantes questionam falta de espaço
Em uma publicação, os alunos afirmam que a redução dos espaços ocorreu de forma gradual até a perda da última área disponível.
“A Uefs já chegou a ter 4 salas de aula no Hospital Geral Clériston Andrade. Até alguns dias atrás, tínhamos somente uma sala para os discentes guardarem os pertences, descansar e estudar. No dia 14/08, perdemos o único espaço que nos restava”.
Os estudantes também questionam as condições para armazenamento de objetos pessoais dentro da unidade hospitalar: “Nossos alunos terão de deixar seus pertences no chão do hospital ou à beira do leito ao arrepio de todas as normas de biossegurança?”. Veja publicação:
Alunos relatam respostas e questionam tratamento dado à Uefs
Em outra publicação, o DAMEFS afirma ter recebido respostas que considerou inadequadas durante as tentativas de discutir a situação.
“Também nesse intervalo de tempo, recebemos algumas respostas no mínimo curiosas. Servidores estaduais argumentando uma suposta isonomia para tirar nossos espaços e chegando a sugerir à Reitora que busássemos outro hospital”.
Os estudantes também mencionam uma disputa envolvendo instituições privadas de ensino superior e a oferta de estágios no sistema público de saúde.
“Algo similar ocorreu recentemente quando IES privadas entraram na justiça para tentar retirar nossa prioridade no chamamento público dos estágios da SESAB e para não pagar míseros R$10,52/hora por seus alunos no hospital. Tem servidor público em consonância com esse argumento? Esperamos que não incorram no delito de advocacia administrativa”.
A publicação ainda questiona a participação de instituições de ensino na inauguração de um novo espaço do hospital. “Deve ter sido coincidência ou um simples esquecimento terem inaugurado o novo Centro de Ensino e Pesquisa e terem convidado apenas representantes de IES privadas e da Uefs”.

DAMEFS cobra condições para o internato
O diretório afirma que a reivindicação não envolve a concessão de privilégios aos estudantes, mas a manutenção de condições consideradas necessárias para a formação dos alunos de Medicina que realizam atividades no hospital.
Entre as demandas apresentadas estão a devolução de um espaço para estudo, descanso e armazenamento de pertences, além de condições adequadas para o internato.
O DAMEFS afirma que continuará cobrando respostas e soluções para a situação.
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