Mulher que matou ex em Salvador é ouvida e liberada após alegar legítima defesa

Em depoimento, mulher que matou ex em Salvador confessou ter desferido o golpe de faca que matou Ítalo, mas afirmou que agiu em legítima defesa

Por Bruna Castelo Branco.

A manicure e megarrista Aline Amaral, de 25 anos, foi ouvida pela Polícia Civil e liberada para responder em liberdade após se apresentar ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nesta terça-feira (16), por envolvimento na morte do ex-companheiro, Ítalo Gabriel Souto Bacelar, de 24 anos. O crime aconteceu na segunda-feira (15), no bairro de Cosme de Farias, em Salvador.

Em depoimento, Aline confessou ter desferido o golpe de faca que matou Ítalo, mas afirmou que agiu em legítima defesa. A advogada que representa a jovem sustenta essa versão e afirma que a cliente vivia um relacionamento abusivo, marcado por agressões físicas e psicológicas constantes.

Em depoimento, Aline confessou ter desferido o golpe de faca que matou Ítalo, mas afirmou que agiu em legítima defesa. | Foto: Alô Juca

Segundo relatos da defesa e de familiares, Aline já teria chegado ao trabalho diversas vezes com marcas de violência pelo corpo, supostamente provocadas pelo ex-companheiro.

Mulher que matou ex em Salvador fala em luta corporal

De acordo com a versão apresentada pela defesa, Ítalo chegou em casa embriagado e iniciou uma discussão com Aline. Durante o desentendimento, ele teria trancado a jovem em um quarto, na presença do filho do casal.

Ainda conforme o relato, o homem teria tentado asfixiá-la com as mãos e a ameaçado com uma faca. Aline afirma que conseguiu tomar a arma durante a luta corporal e, para se defender, desferiu um golpe contra o ex-companheiro.

Após a situação, a jovem ainda teria tentado estancar o sangramento e prestar socorro, mas Ítalo não resistiu aos ferimentos.

A advogada que representa a jovem sustenta essa versão e afirma que a cliente vivia um relacionamento abusivo. | Foto: Redes Sociais

Marcas no pescoço serão analisadas na investigação

Ao chegar ao DHPP, Aline apresentava marcas visíveis no pescoço. A defesa afirma que as lesões seriam compatíveis com a tentativa de asfixia relatada por ela.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá analisar os depoimentos, laudos periciais e demais provas para esclarecer a dinâmica do ocorrido e definir os próximos encaminhamentos da apuração.

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