MPT investiga exigência de ‘legging marcando’ para trabalhar em hamburgueria

Adolescente buscava vaga de emprego e se surprendeu com a proposta de trabalhar com legging marcando as partes íntimas

Por Laraelen Oliveira.

Uma adolescente de 17 anos foi surpreendida durante seleção vaga de emprego em uma lanchonete de Ribeirão Preto (SP). A adolescente recebeu mensagens do responsável pelo local oferecendo um salário maior caso a candidata aceitasse trabalhar usando roupas curtas, decotes e legging marcando as partes íntimas. A família da jovem procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência por importunação sexual. 

Casos como esse podem ser enquadrados como assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, além de violarem direitos trabalhistas básicos/Foto: Reprodução 

De acordo com a apuração feita pelo Aratu On, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) recebeu a denúncia neste último sábado (11). De acordo com o MPT-SP, o caso se configura como possível trabalho infantil e exploração sexual a fins comerciais. 

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Contratante pediu fotos do corpo da adolescente logo após enviar a proposta 

A vaga estava sendo anunciada em grupos de WhatsApp, sem muitas informações, para atuar como freelancer em um bar aberto recentemente na Avenida do Café, zona Oeste da cidade.

Para ter mais informações sobre a oportunidade, os interessados precisavam entrar em contato com o número do estabelecimento. Durante a conversa com a jovem, ela afirmou que tinha visto a vaga e se interessado. O responsável pelo bar perguntou sua idade e ela respondeu que teria apenas 17 anos. Mesmo sendo menor de idade, ela recebeu a proposta em seguida. 

A contratação de menores de 18 anos possui regras específicas no Brasil, sendo proibida em atividades que exponham o adolescente a situações degradantes e constrangedoras/Foto: EPTV

O estabelecimento oferecia um salário base de R$ 1,3 mil para trabalhar de quarta-feira a sábado no caixa, atendimento ao público e limpeza. No entanto, o recrutador ofereceu uma segunda alternativa, com o pagamento de R$ 1,7 mil se ela concordasse em usar legging marcando as partes íntimas e decotes .

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"Com o tempo e aprendizado vimos muito acontecer, por isso estamos oferecendo um salário de R$ 1.700. Com o tempo vimos que a mulher com um decote, mostrando, uma calça legging mais marcando kkk, chama muito mais cliente, atrai muito o público. Por isso conseguimos pagar um pouco mais para a mulher que aceite. Você tem interesse em continuar pela seleção?", questiona. 

De acordo com a EPTV, que teve acesso às mensagens, o contratante chegou a pedir fotos do corpo da adolescente logo após enviar a mensagem. 

Outros casos 

Casos de violência doméstica superam 10 mil registros em um ano na Bahia

O Ministério Público da Bahia registrou mais de 10 mil denúncias de violência doméstica entre março de 2025 e março de 2026. O número indica um crescimento expressivo em comparação ao período anterior, que teve 8.106 ocorrências. As mulheres representam a maior parte das vítimas. No mesmo intervalo, o estado contabilizou 247 denúncias relacionadas a feminicídio.

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Influenciador “Café com teu pai” é alvo de denúncia por conteúdo misógino

O policial rodoviário federal e influenciador digital Breno Vieira Faria, conhecido pelo perfil “Café com teu pai”, foi denunciado ao Ministério Público Federal. A representação pede a abertura de investigação sobre sua conduta nas redes sociais, incluindo possíveis infrações ao regime funcional e a divulgação de conteúdos considerados misóginos.

O Ministério Público Federal é responsável por investigar possíveis irregularidades envolvendo servidores federais, podendo instaurar inquéritos civis ou criminais dependendo da gravidade dos fatos/Foto: Redes Sociais 

Baiana relata episódio de xenofobia e agressões verbais em bar no Rio de Janeiro

A influenciadora baiana Claudia Sousa afirmou ter sofrido ofensas durante um passeio em Búzios, no Rio de Janeiro. Conhecida por compartilhar conteúdos sobre sua rotina familiar, ela contou que foi abordada de forma hostil pela proprietária de um bar ao tentar se acomodar no local. Segundo Claudia, a mulher fez comentários de teor xenofóbico, chegando a sugerir que ela “retornasse à sua terra”.

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