MC Poze do Rodo deixa prisão após investigação por lavagem de dinheiro
MC Poze terá que cumprir uma série de medidas cautelares para a manutenção da liberdade
MC Poze do Rodo deixou o Complexo de Gericinó, em Bangu, nesta quinta-feira (14), após decisão da Justiça Federal que concedeu habeas corpus ao artista. O funkeiro havia sido preso após se tornar alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro.
Marlon Brendon Coelho Couto da Silva estava detido desde o dia 15 do mês passado. A Operação Narco Fluxo também teve como alvos o cantor MC Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei.

A decisão que autorizou a soltura foi assinada pela desembargadora Louise Vilela Leite Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), na quarta-feira (13).
Na decisão, a magistrada apontou excesso de prazo nas investigações, ausência de denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal e destacou que a prisão preventiva não pode ser utilizada como instrumento para facilitar a produção de provas.
A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, apostas ilegais e movimentações financeiras suspeitas envolvendo criptoativos. O cantor nega as acusações e passará a responder ao processo em liberdade.
Poze deixou a unidade prisional acompanhado de familiares e fãs. A Justiça, no entanto, determinou uma série de medidas cautelares para a manutenção da liberdade do artista. Entre elas estão:
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Comparecer a todos os atos do processo;
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Informar eventual mudança de endereço;
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Comparecer mensalmente em juízo;
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Não deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização judicial;
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Não sair do país sem autorização da Justiça e entregar o passaporte, caso possua.
Sobre MC Ryan SP, MC Poze e criador da Choquei
MCs Ryan SP e Poze do Rodo, e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, haviam sido presos no último dia dia 15 durante a Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em até R$ 1,6 bilhão, envolvendo apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada e movimentações com criptomoedas.

Segundo as autoridades, os artistas são suspeitos de envolvimento em um grupo que utilizava diferentes mecanismos para ocultar e dissimular recursos ilícitos. Entre as estratégias identificadas estão transações financeiras de alto valor, uso de criptoativos e transporte de dinheiro em espécie.
Além das prisões, foram realizadas buscas e apreensões, e a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, que inclui também o influenciador Chrys Dias.
A ação tem como objetivo interromper as atividades do grupo e garantir a recuperação de ativos possivelmente obtidos de forma ilegal.
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