Investigada por assassinato e tráfico é presa com arma de uso restrito na Bahia
Identificada como Daiane Aragão Nobre, ela é suspeita de participação em um assassinato registrado em 2025
Por Da redação.
Uma mulher apontada pela Polícia Civil da Bahia como líder do tráfico de drogas nos distritos de Oiticica e Puxim, em Canavieiras, no sul do estado, foi presa nesta segunda-feira (23) durante uma operação que investiga um homicídio ocorrido na região.
Identificada como Daiane Aragão Nobre, ela é suspeita de participação em um assassinato registrado em 2025, no município, e também é mencionada em outras apurações relacionadas a crimes violentos.

A ação foi conduzida pela Delegacia Territorial (DT) de Canavieiras, com apoio da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), do CATTI/Costa do Cacau e do Serviço de Investigação (SI). Foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Canavieiras.
Durante a operação, os agentes apreenderam uma pistola calibre 9mm com numeração raspada. Diante da situação, foi lavrado auto de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Segundo a Polícia Civil, Daiane é apontada como responsável pelo controle do tráfico nas localidades de Oiticica e Puxim, onde seria conhecida pelo apelido de “Chefona”. As investigações indicam ainda que ela pode ter envolvimento em outros homicídios e que exerceria liderança com uso de violência nas comunidades.
Além dela, outras duas pessoas foram alvos da operação. Os três são investigados por homicídio qualificado. O inquérito apura a morte de uma pessoa no distrito de Puxim.

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Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, equipamentos de videomonitoramento e cadernos com anotações, que passarão por análise.
Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça, e o inquérito segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime e a possível participação de outros envolvidos.
Violência na Bahia
A Bahia apareceu como o segundo estado mais violento do Brasil em 2024, de acordo com dados do Anuário de Segurança Pública, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o ranking, o Amapá lidera a lista dos estados mais violentos do Brasil, com uma taxa de 45,1 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem a Bahia (40,6), Ceará (37,5), Pernambuco (36,2) e Alagoas (35,4).
O estudo aponta que, em 2024, foram registrados 6.036 homicídios na Bahia, em números absolutos, o que representa uma taxa de 40,6 casos a cada 100 mil habitantes. Mas, apesar da posição no ranking, a Bahia apresentou uma redução de 8,4% em relação ao anuário anterior, de 2023, quando a taxa de mortalidade era de 44,4 por 100 mil habitantes.
Ainda segundo o estudo, Salvador é a segunda capital brasileira com mais mortes violentas intencionais (MVI) a cada 100 mil habitantes. A capital baiana fica atrás apenas do Macapá, no Amapá.
De acordo com o documento, a taxa de mortes violentas intencionais em Salvador, no ano passado, foi de 61, enquanto em Macapá a taxa foi de 71. As MVI contemplam mortes de policiais civis e militares em situações de confronto, além de mortes decorrentes de intervenção policial (em serviço e fora de serviço).
Comparando com 2022, no entanto, Salvador apresentou redução no total de MVI - de 65,2 para 61,0, o que representa uma diminuição de 6,5%. A diferença é acima da média nacional (3,4%).
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