Homem é preso após estuprar ex-namorada e matar filho da vítima no Rio
Além de estuprar ex-namorada e matar filho dela, o homem tentou matar a ex-sogra durante o ataque
Um homem foi preso em flagrante na quinta-feira (5), por estuprar a ex-namorada, matar o filho dela de 11 anos e por tentar matar a mãe da vítima, Nilópolis, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
De acordo com o depoimento da vítima, o agressor não aceitava o fim do relacionamento. Na noite anterior ao crime, ele teria ido à residência da mulher alegando dificuldade de transporte e pedindo para passar a noite no local.

Durante a madrugada, o homem utilizou uma faca para ameaçar e estuprar a ex-namorada. Antes de fugir pela primeira vez, ele ainda roubou um aparelho de televisão. A mulher buscou atendimento médico e compareceu à delegacia para registrar a ocorrência.
O homem retornou ao imóvel durante a tarde e atacou o filho da mulher, de apenas 11 anos, e a avó do menino, enquanto a vítima realizava o exame de corpo de delito.
Um vizinho flagrou o suspeito esfaqueando a idosa no braço e tentando estrangulá-la. O agressor fugiu logo em seguida, mas foi alcançado e contido por populares até a chegada da Polícia Militar.
O menino de 11 anos chegou a receber socorro médico, mas não resistiu aos ferimentos. A idosa foi encaminhada a um hospital da região; o estado de saúde não foi divulgado.
O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e estupro.
Parceiros ou exes são responsáveis por 72,9% dos feminicídios na Bahia

A Rede de Observatórios da Segurança divulgou, nesta sexta-feira (6), a sexta edição do boletim Elas Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.
Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.
O boletim analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela organização: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
No total, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram vítimas de violência por dia.
Feminicídio pode ser o primeiro ato de violência
É de conhecimento público que a violência contra a mulher é um dos grandes problemas do Brasil. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública em 2024, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que 1.467 mulheres foram mortas no país em razão do gênero, o maior número registrado desde a publicação da lei que tipifica o crime, em 2015.
Na Bahia, até o dia 21 de outubro, 80 feminicídios foram contabilizados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), apenas cinco a menos que o mesmo período em 2023.
Um dos casos recentes - e de grande repercussão - aconteceu em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul do estado, quando as irmãs Elaine e Hiane Miranda de Araújo, de 41 e 35 anos, respectivamente, foram mortas a tiros pelo ex-marido da primeira, dentro de uma loja na cidade. O alvo do ataque, inclusive, possuía medida protetiva contra o suspeito, que não teve o nome divulgado.
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