Homem é abordado sem habilitação e polícia encontra 53 CNHs falsas na Bahia; veja detalhes
Suspeito de 21 anos foi parado por policiais com 53 CNHs falsas na Bahia; saiba como aconteceu
Por Liven Paula.
Homem é abordado sem habilitação e polícia encontra 53 CNHs falsas na Bahia durante uma ocorrência registrada na sexta-feira (11), em Guanambi, no sudoeste do estado. O suspeito, de 21 anos, pilotava uma motocicleta quando foi parado por policiais militares.

Polícia encontra 53 CNHs falsas na Bahia
A ocorrência, que inicialmente envolvia a condução da motocicleta sem habilitação, ganhou outro rumo durante as diligências. Os policiais chegaram até uma residência e encontraram diversos materiais que podem estar relacionados à produção de documentos falsificados.
No imóvel, foram apreendidas 53 impressões de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs). Deste total, 32 eram referentes a documentos da Bahia. Também foram identificadas impressões de outros estados brasileiros e do Distrito Federal.
Além das CNHs, os agentes encontraram impressoras, folhas com características semelhantes às de papel-moeda, um documento de identidade e outros equipamentos e insumos.
Entre os estados identificados nas impressões estão Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Mato Grosso, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Pará.
O homem e os materiais apreendidos foram levados para a 1ª Delegacia de Guanambi, onde o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.

A corporação lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pela ocorrência de direção perigosa e instaurou um inquérito policial para apurar a possível confecção e falsificação de documentos públicos.
Os materiais recolhidos serão submetidos à perícia. Guias para os exames foram expedidas, enquanto novas diligências são realizadas para esclarecer a origem dos documentos e a eventual participação do suspeito na falsificação.
O homem permanece à disposição da Justiça.
Outros casos na Bahia
Médica suspeita de falsificar diplomas na Bahia é solta dez dias após prisão; entenda caso
A médica Aline Candice Carlos Magalhães, que atuava em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, foi solta dez dias após ser presa durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de falsificação e comercialização de diplomas e documentos acadêmicos. A informação foi confirmada pela defesa da investigada nesta sexta-feira (21).
Segundo os advogados Bazílio Ignácio Xavier Neto e Joslaine Oliveira dos Anjos, a liberdade de Aline foi restabelecida após um pedido apresentado à Vara Federal de Governador Valadares, em Minas Gerais.

A defesa sustenta que as provas reunidas durante a investigação seriam frágeis e não comprovariam a participação da médica em falsificações documentais. Em nota, os advogados afirmaram acreditar na inocência da investigada e destacaram que conseguiram reverter a prisão em um curto período.
Aline foi presa no dia 12 de agosto, durante a Operação Canudo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um grupo suspeito de produzir e comercializar diplomas falsos e outros documentos acadêmicos. De acordo com as investigações, os materiais seriam utilizados para facilitar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de medicina.
A médica passou por audiência de custódia no dia 13 de agosto, quando a prisão preventiva foi mantida pela Justiça Federal. Na ocasião, ela foi encaminhada para o Complexo Policial de Barreiras, já que não havia unidade prisional feminina na região.
NOTA À SOCIEDADE DE BARREIRAS-BA
"Os advogados, Dr. Ricardo Matheus Pereira dos Santos (OAB/BA 58.330), Dr. Bazílio Ignácio Xavier Neto (OAB/BA 24.510) e Dra. Joslaine Oliveira dos Anjos (OAB/BA 63.269), que patrocinam a defesa da Dra. Aline Candice Carlos Magalhães comunicam que, após pedido formalizado junto à Vara Federal de Governador Valadares-MG, foi reestabelecida a liberdade da médica. Os elementos trazidos pela defesa demonstraram a fragilidade das provas produzidas em face de Aline, não havendo demonstração cabal da participação da médica em qualquer tipo de falsificação documental. A defesa técnica acredita na plena inocência, tanto que logrou êxito, em curto espaço de tempo, no reestabelecimento da liberdade. No Estado Democrático Brasileiro, vigora o princípio da presunção de inocência, de modo que, a divulgação de imagens da médica, associada a publicações pejorativas ou falaciosas, poderão ensejar a adoção de medidas judiciais cabíveis. Ademais, a qualificação profissional da médica permanece hígida, de modo que retornará ao pleno exercício de suas atividades."
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