Assassino de grávida e bebê é preso em Salvador após 13 anos

Homem procurado por matar companheira grávida foi condenado a quase 16 anos de prisão

Por Anna Caroline Santiago.

Um homem condenado por matar a companheira grávida foi preso nesta terça-feira (12), no bairro da Barra, em Salvador. O crime aconteceu em 2013, e o suspeito estava foragido desde então.

Foragido por matar companheira grávida e bebê é preso após 13 anos em Salvador. Foto: Reprodução

Segundo as investigações, a vítima estava grávida de oito meses quando foi atacada pelo companheiro, que desferiu diversos golpes de faca contra ela. O bebê, filho do casal, também morreu em decorrência das agressões.

Condenado a 15 anos e 10 meses de prisão, o homem foi encaminhado para a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde permanece custodiado à disposição da Justiça.

Parceiros ou exes são responsáveis por 72,9% dos feminicídios na Bahia

A Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.

Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.

O boletim analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela organização: AmazonasBahiaCearáMaranhãoParáPernambucoPiauíRio de Janeiro e São Paulo.

O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas. | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No total, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram vítimas de violência por dia.

O relatório também aponta crescimento nos casos de violência sexual. Os registros passaram de 602 para 961 ocorrências em um ano, o que representa uma alta de 56,6%. Mais da metade das vítimas (56,5%) eram crianças e adolescentes de até 17 anos.

Segundo o estudo, companheiros ou ex-companheiros foram responsáveis por 78,5% das agressões registradas.

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