Ex-diretor de abrigo é preso por usar instituição como base do BDM na Bahia
Ex-diretor de abrigo de idosos utilizava a estrutura do abrigo como suporte logístico e financeiro para a facção
O ex-diretor de uma instituição de acolhimento para idosos, Ionan Galo Toscano de Brito, de 58 anos, foi preso nesta segunda-feira (30), no bairro Bandeirantes, em Itabela, no sul da Bahia. Segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava a estrutura do abrigo como suporte logístico e financeiro para a facção Bonde do Maluco (BDM).
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Johnson Tanimoto, Ionan se valia do prestígio social associado ao cargo para intermediar vantagens indevidas e auxiliar na gestão de recursos do grupo criminoso na região.

Ainda conforme o delegado, a prisão representa a interrupção de um importante apoio às atividades ilícitas, já que a instituição assistencial estaria sendo usada como fachada para práticas criminosas.
Na primeira fase da operação, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do suspeito, na antiga sede da fundação e no novo prédio da instituição.
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A análise do material apreendido, aliada ao trabalho de inteligência, apontou indícios de que o local era utilizado como entreposto para ocultação de veículos roubados, alguns ligados a crimes de homicídio, além da movimentação de recursos associados à organização criminosa.
O suspeito foi encaminhado à unidade policial, passou por exames no Departamento de Polícia Técnica (DPT) e permanece custodiado à disposição da Justiça.
O que muda se facções como PCC e CV forem enquadradas como grupos terroristas
Pelo menos 14 facções criadas na Bahia disputam o território pelo poder, cultivo, fabricação e distribuição de drogas pelo estado afora. No quebra-cabeça do crime organizado, duas peças nacionais, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), são responsáveis por ampliar a disputa e a busca pelo poder bélico. No entanto, uma mudança na legislação ganha força em Brasília: o que aconteceria se esses grupos passassem a ser classificados legalmente como terroristas?

A proposta, defendida por alas da direita no Congresso Nacional, tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde teve a votação adiada na última semana. O texto busca equiparar as atividades das quadrilhas a atos extremistas, incluindo o poder paralelo no cotidado das comunidades, como:
- Controle de comércio local e cobrança de "taxas de proteção";
- Desestabilização de instituições de segurança e do sistema de justiça;
- Ações contra a integridade territorial e soberania do Estado;
- Domínio territorial para execução de ataques e tráfico de armas;
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