Ex-deputado é preso por suspeita de ajudar fuga de 16 presos na Bahia

De acordo com as investigações, o político teria negociado com uma organização criminosa o recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga de 16 presos

Por Bruna Castelo Branco.

O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto (MDB) foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16), em Praia do Forte, na Bahia, durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público (MP-BA). Além de parlamentar, Uldurico já foi candidato a prefeito de Teixeira de Freitas.

O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto (MDB) foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16). | Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

De acordo com as investigações, o político teria negociado com uma organização criminosa o recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga de 16 internos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024. Entre os fugitivos está Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como “Dada”, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e ligação com o Comando Vermelho. Segundo as apurações, ele estaria atualmente no Rio de Janeiro, de onde continuaria comandando ações criminosas na região de Eunápolis.

Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro. As ordens judiciais, expedidas pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis, também têm como alvos um ex-vereador do município e um advogado.

De acordo com as investigações, o político teria negociado com uma organização criminosa o recebimento de R$ 2 milhões. | Foto: MP-BA

As investigações indicam que a fuga não ocorreu de forma isolada, mas teria sido resultado de uma articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes do PCE e o ex-deputado, com uso de influência política e institucional.

A prisão foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), unidades da capital e regional Sul, e do Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep).

As investigações indicam que a fuga não ocorreu de forma isolada, mas teria sido resultado de uma articulação criminosa estruturada. | Foto: MP-BA

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