Esculturas eróticas são apreendidas em casa do ‘Careca do INSS’
Esculturas eróticas chamaram a atenção dos investigadores por serem assinadas por artistas renomados
A operação da Polícia Federal que levou à prisão do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e investigado por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), resultou na apreensão de quadros, armas, carros de luxo e até esculturas eróticas que chamaram a atenção dos investigadores nesta sexta-feira (12), em São Paulo.
Os itens foram encontrados em endereços ligados ao advogado Nelson Wilians e ao empresário Maurício Camisotti, também preso na ação.
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Parte das obras apreendidas é assinada por artistas renomados, como o francês Auguste Rodin, autor de "O Beijo"; Bruno Zach, conhecido por esculturas de temática erótica; e o brasileiro Domenico Calabrone. Uma das esculturas, intitulada de "A Sedução de Sátiro", aparece registrada em um leilão realizado em 3 de dezembro de 2013, em Campinas (SP), sem que o valor de arremate fosse divulgado.
Já a escultura "O Beijo", de Rodin, tem sua versão mais famosa exposta no Museu Rodin, em Paris, embora réplicas em bronze estejam espalhadas por diferentes países, conforme informações do Metrópoles.
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Operação
A ação, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é um desdobramento da 'Operação Sem Desconto', que investiga o esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensionistas.
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De acordo com dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), repassados à PF, o escritório de Nelson Wilians movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões em operações consideradas suspeitas entre 2019 e 2024.

A PF também afirma que, ao todo, as pessoas físicas e jurídicas ligadas ao "Careca do INSS" receberam R$ 53.586.689,10 diretamente das entidades associativas ou por intermédio de suas empresas.
As investigações indicam que os sindicatos e associações cobraram de aposentados e pensionistas descontos indevidos e sem autorização no período de 2019 a 2024. De acordo com a Polícia Federal, o valor do prejuízo pode chegar a mais de R$ 6 bilhões.
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