Empresária de 31 anos morre após realizar cirurgias estéticas em hospital de Ilhéus
Uma empresária de 31 anos morreu na madrugada desta quarta-feira (26), após ser submetida a quatro cirurgias estéticas em um hospital de Ilhéus
Por Bruna Castelo Branco.
Uma empresária de 31 anos morreu na madrugada desta quarta-feira (26), após ser submetida a quatro procedimentos estéticos em um hospital de Ilhéus, no sul da Bahia. A causa da morte ainda não foi informada.
Adriele da Silva Pinto morava nos Estados Unidos e estava no Brasil durante as férias. Segundo familiares, ela aproveitou a viagem para realizar os procedimentos de mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.

O procedimento começou por volta das 10h de terça-feira (25). Conforme relatos da família, até as 18h os parentes ainda não haviam recebido informações sobre o andamento da cirurgia.
Durante a madrugada, familiares foram até o hospital em busca de notícias e, segundo eles, receberam a informação de que Adriele não havia resistido aos procedimentos.
O tio da empresária teria conseguido entrar no centro cirúrgico e encontrado o corpo da jovem. Imagens feitas no local mostram a sala com gazes, vestígios de sangue e materiais espalhados.
A família também afirma que o médico responsável pelos procedimentos, Rossini Tebaldi Ruback, deixou o hospital após a cirurgia e que os perfis dele nas redes sociais foram desativados.
O Aratu On entrou em contato com a Polícia Civil, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) e aguarda posicionamentos.

Médico foi alvo de denúncias em 2023
O médico citado pela família já foi alvo de denúncias públicas feitas por pacientes em 2023. Na época, dezenas de mulheres relataram complicações após cirurgias plásticas realizadas por Rossini Tebaldi Ruback e pelo médico Gilberson Vanderlei.
As denúncias foram divulgadas pelo Fantástico e envolviam pacientes do Rio de Janeiro e da Bahia. Segundo a reportagem, pelo menos 40 pacientes acusavam Rossini de supostos erros médicos e resultados insatisfatórios em procedimentos cirúrgicos.
Entre os relatos apresentados na época havia pacientes que precisaram passar por novas cirurgias após complicações. Também foram feitas denúncias sobre procedimentos que teriam sido realizados sem anestesia, acusação que foi negada pela defesa do médico.
Em nota enviada ao Fantástico em 2023, o advogado de Rossini Ruback afirmou que eram falsas as acusações relacionadas a cirurgias sem anestesia. A defesa também declarou que o médico não havia sido condenado judicialmente por conduta médica e que os documentos dos procedimentos estavam disponíveis para a Justiça e os órgãos competentes.
Ainda segundo a reportagem, o Conselho Federal de Medicina (CFM) informou que Rossini Ruback tinha registro profissional regular e especialização em cirurgia plástica.
As denúncias feitas em 2023 não estabelecem, por si só, qualquer relação com a morte de Adriele, e as circunstâncias do caso ocorrido em Ilhéus ainda precisam ser esclarecidas.
Família aguarda esclarecimentos
Adriele havia se mudado para os Estados Unidos após conseguir uma bolsa de estudos, segundo familiares. Ela estava no país havia mais de cinco anos.
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