Dentista investigado por venda de canetas emagrecedoras nega vínculo com investigados
Canetas emagrecedoras estão no centro da investigação da Operação Peptídeos; Justiça concedeu liberdade provisória ao dentista
Por Ananda Costa.
A defesa do dentista Gustavo Garrido Gesteira, investigado em um caso que apura a venda irregular de canetas emagrecedoras, afirmou que o profissional não possui ligação com os demais investigados citados na Operação Peptídeos. A declaração foi divulgada após decisão da Justiça que concedeu liberdade provisória ao dentista.

Na nota, a defesa destaca que Gustavo Garrido possui trajetória acadêmica na área da odontologia, com título de mestre, além de residência fixa e vínculos familiares estabelecidos. Os advogados afirmam ainda que o profissional não possui antecedentes e sempre exerceu sua atividade com base em princípios éticos.
A assessoria também criticou a forma como foi realizada a prisão, classificando como desproporcional o aparato policial mobilizado para o cumprimento da medida.
Por fim, a defesa reiterou que o dentista não tem qualquer vínculo com os demais investigados citados na operação.
“Com serenidade e total confiança na Justiça, ele se manifestará no tempo oportuno sobre os detalhes técnicos do caso, colaborando integralmente para que a verdade seja restabelecida e sua inocência plenamente comprovada”, finalizou nota.
Relembre o caso

A Polícia Civil da Bahia prendeu 13 pessoas e interditou quatro clínicas de estética durante a Operação Peptídeos, deflagrada nesta quarta-feira (11). Quatro suspeitos foram detidos em flagrante e nove por determinação judicial.
A ação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), que investiga a comercialização irregular das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
As clinicas envolvidas foram: Sterapia Plataforma, Clínica Hartmann, Bella Donna e Sterapia Caminho das Árvores.
A enfermeira Lorena Almeida, presa na quarta-feira (11) foi solta após passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (13).
Além de Lorena, outras 12 pessoas foram presas na Operação Peptídeos, deflagrada nas cidades de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana, na Bahia, além de São Paulo.
A Justiça da Bahia manteve a prisão de seis dos 13 detidos. Um dos suspeitos segue foragido. Entre os presos estão:
- Elder Neto de Jesus
- Magno Araujo Alves de Brito
- Roberto Mesquita de Jesus
- Erica Fernandes Brito
- Jasmine Silva Santos
- Claudio Filipe Dias Ferreira
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