Corpo de Samara é sepultado sob comoção e aplausos em Ilhéus
O corpo de Samara da Silva Lago, de 42 anos, foi sepultado sob aplausos e forte comoção
Por Bruna Castelo Branco.
O corpo de Samara da Silva Lago, de 42 anos, foi sepultado no fim da tarde de quarta-feira (9), sob aplausos e forte comoção. Familiares e amigos se reuniram para a despedida, marcada pela ausência de velório, o que intensificou o sofrimento dos presentes.
Pais, filhos e pessoas próximas prestaram homenagens à vítima, segundo informações do portal Ilhéus Destaques.

Relembre o caso
O corpo de Samara foi encontrado na quinta-feira (9), em uma área de mata nas proximidades da Praia de São Miguel, em Ilhéus. Ela estava desaparecida desde a segunda-feira (7).
Um dia após o desaparecimento, o corpo do ex-companheiro, Sandro Daniel, foi localizado na Praia de São Domingos, também no litoral do município.
Segundo familiares, Samara foi vista pela última vez ao sair de casa para encontrar o ex-namorado, com quem havia rompido recentemente. O corpo dela foi encontrado nos fundos de uma oficina mecânica, em avançado estado de decomposição, o que ainda impede a confirmação da causa da morte.

De acordo com as investigações, Sandro foi encontrado enforcado. A principal linha apurada pela Polícia Civil aponta para a hipótese de feminicídio seguido de suicídio. Um inquérito foi instaurado para esclarecer as circunstâncias das mortes.
O filho da vítima, Daniel Lago, de 18 anos, relatou que a família estranhou a falta de contato após o encontro. Ele afirmou ainda que, no mesmo dia do desaparecimento, o ex-companheiro teria solicitado uma transferência via Pix a outra filha de Samara, alegando que o pedido teria sido feito por ela.
Sem conseguir contato com o casal, familiares iniciaram buscas por conta própria, até a localização dos corpos.
Feminicídios na Bahia
A Rede de Observatórios da Segurança divulgou, no início de março, a sexta edição do boletim Elas Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.
Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.
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