Caso Sara Freitas: marido e outros dois réus são condenados a mais de 30 anos de prisão

Caso Sara Freitas foi julgado em Dias D’Ávila; viúvo da cantora recebeu a maior pena e é apontado como mentor do crime

Por Ananda Costa.

O Tribunal do Júri de Dias D’Ávila condenou, nesta quarta-feira (25), três acusados pela morte da cantora gospel Sara Freitas. Entre os réus está o marido da vítima, Ederlan Santos Mariano, que recebeu a maior pena e foi apontado pela acusação como mentor do crime.

Sara Freitas E Ederlan Mariano. Foto: redes sociais

Também foram condenados Victor Gabriel Oliveira Neves e Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque. As penas fixadas foram de 34 anos e cinco meses de prisão para Ederlan, 33 anos e dois meses para Victor e 28 anos e seis meses para Weslen, neste último caso, com redução após confissão durante o julgamento.

A decisão foi tomada pelos jurados após julgamento no Fórum Criminal do município. Os três foram considerados culpados por feminicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, mediante pagamento e promessa de recompensa, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Sara Freitas foi atraída sob o pretexto de participar de um evento religioso. As investigações apontaram que a vítima foi morta com 22 golpes de faca e, posteriormente, teve o corpo ocultado e queimado, em uma tentativa de dificultar a apuração do crime.

Segundo a acusação, os réus atuaram de forma coordenada, com divisão de tarefas, e teriam sido motivados por promessa de recompensa financeira, além de interesses ligados à carreira artística de um dos envolvidos. Além do feminicídio, eles também foram responsabilizados por ocultação de cadáver e associação criminosa.

O caso já havia resultado na condenação de um quarto denunciado. Em abril deste ano, Gideão Duarte de Lima recebeu pena de 20 anos, quatro meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Conforme a acusação, ele teria sido responsável por atrair a vítima até o local onde ocorreu a emboscada.

Caso Sara Freitas

Foto: Redes sociais

A cantora gospel Sara Freitas, que tinha mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, desapareceu em 24 de outubro de 2023. Três dias depois, o corpo foi encontrado às margens da BA-093, em Dias d’Ávila, seminua e parcialmente carbonizada.

Na época, o caso repercutiu bastante nos meios de comunicação. O então marido da vítima, Ederlan Mariano, chegou a simular desespero nas redes sociais, ao lado da filha do casal, e a procurar pelo corpo da esposa.

No entanto, no dia 28 de outubro, Ederlan Mariano confessou o crime e foi preso. O Aratu On conversou com a irmã de Sara, que afirmou que a pastora enfrentava problemas no relacionamento com o marido, o empresário Ederlan Mariano.

Em dezembro, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) acatou o pedido do Ministério Público (MP) e determinou a prisão preventiva dos quatro homens suspeitos de atacar e matar a cantora gospel Sara Mariano.

Segundo o TJ-BA, os quatro indivíduos foram indiciados pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa

LEIA MAIS: Bispo e músico são presos pela morte de cantora gospel Sara Mariano; marido da artista também é suspeito

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.