Casal é investigado por venda de dados sigilosos em Salvador
Investigação sobre venda de dados sigilosos em Salvador aponta atuação de casal em esquema de invasão de sistemas e comercialização de informações
Por Ananda Costa.
A venda de dados sigilosos em Salvador é alvo de investigação do Ministério Público da Bahia, que deflagrou, nesta sexta-feira (27), a Operação Farsa Digital. Um casal é suspeito de participar do esquema, que envolve invasão de sistemas eletrônicos e comercialização ilegal de informações sensíveis na capital baiana.

A ação foi realizada no bairro de Nova Brasília, em Salvador, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, com apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar da Bahia. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram recolhidos celulares, computadores e documentos, que passarão por perícia.
Segundo as investigações, os suspeitos coletavam e vendiam dados obtidos por meio de invasões a sistemas informatizados. Entre as informações comercializadas estariam logins, fotografias, dados bancários, registros governamentais e até conteúdos de natureza policial.
O Ministério Público aponta ainda que parte do material era utilizado por terceiros para a prática de outros crimes. O casal também é investigado por envolvimento na produção e venda de documentos falsos, como atestados de óbito.
Plataforma bloqueada por venda de dados sigilosos em Salvador
As apurações identificaram uma plataforma online usada para ofertar consultas a bancos de dados restritos mediante pagamento. O domínio foi bloqueado a pedido do Ministério Público de São Paulo.
Além disso, foram encontradas cerca de 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras do esquema. Os valores cobrados pelos dados podem chegar a R$ 15 mil, podendo ser ainda maiores, conforme o avanço das investigações.
Conheça seus direitos e como proteger seus dados pessoais

Você sabe como proteger seus dados? No dia 23 de julho do ano passado, o Brasil registrou o maior vazamento já visto, envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos do país. O incidente levantou uma questão importante: como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode ajudar a proteger as informações dos cidadãos?
Criada em 2018, a LGPD entrou em vigor em 2020, para garantir os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e a livre formação da personalidade de cada indivíduo.
Mas, na prática, muitos ainda desconhecem seus direitos e as medidas necessárias para evitar o uso indevido de informações. Segundo Guilherme Celestino, advogado especialista em Direito Digital, a LGPD foi criada para garantir mais segurança jurídica e transparência no tratamento de dados.
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