Capoeirista e ex-participante do Deusa do Ébano: veja quem era mulher morta a facadas na Bahia
Mulher morta a facadas na Bahia foi assassinada e teve o filho morto pelo vizinho, que tirou a vida logo após o crime
Por Ananda Costa.
Karielle Lima Marques de Souza, de 23 anos, e seu filho, Nicolas Marques Sodré, de seis anos, foram mortos a facadas pelo próprio vizinho no último domingo (5), no município de Ibirapitanga, a cerca de 230 km de Salvador.

O suspeito do crime foi identificado como Rolemberg Santos de Pina, de 32 anos. Ele desferiu golpes de arma branca contra as vítimas, que chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos.
Após fugir do local, o suspeito foi localizado em um imóvel na zona rural de Maraú, já sem sinais vitais, com indícios de suicídio.
Informações iniciais apontam que o suspeito era vizinho da vítima e queria manter um relacionamento com ela, mas não era correspondido.

Quem era a mulher morta a facadas na Bahia
Karielle Lima era casada e mãe de dois filhos. Ela era capoeirista e trancista.
Em 2025, a jovem chegou a representar o município onde morava no concurso Deusa do Ébano, realizado em Salvador.
Feminicídio na Bahia
A Bahia registrou 97 casos de feminicídio entre janeiro e 8 de dezembro de 2025, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA). O número revela a permanência da violência de gênero em diferentes regiões do estado ao longo do ano, com maior concentração de ocorrências nos meses de abril e novembro.
Salvador lidera o ranking de municípios com mais registros, totalizando dez feminicídios. Em seguida aparecem Feira de Santana, com cinco casos, e Camaçari, com quatro. Os dados reforçam que a violência contra mulheres não se restringe ao interior ou à capital, mas se distribui de forma ampla pelo território baiano.
O crime mais recente ocorreu no dia 6 de dezembro, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. A jovem trans Rhianna Alves, de 18 anos, foi morta com um golpe conhecido como “mata-leão”. O suspeito, Sérgio Henrique Lima dos Santos, de 19 anos, apresentou-se à delegacia com o corpo da vítima e foi inicialmente liberado após alegar legítima defesa. A condução do caso gerou repercussão nacional e críticas de entidades de direitos humanos, especialmente diante da liberação do suspeito, que acabou preso e indiciado quatro dias depois.
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