Cão Orelha: polícia indicia familiares de adolescentes suspeitos por coação
Entre os indiciados no caso do cão Orelha, estão pais e um tio de alguns dos jovens envolvidos no crime
A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou por coação de testemunha três familiares de adolescentes investigados pela tortura e morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, área nobre de Florianópolis. Entre os indiciados estão pais e um tio de alguns dos jovens envolvidos no caso.

Durante coletiva realizada nesta terça-feira (27), a Polícia Civil esclareceu a ausência de registros em vídeo do ataque; a única evidência obtida é uma foto compartilhada em um aplicativo de mensagens que, embora não flagre a agressão em si, vincula os adolescentes à cena do crime.
Segundo a investigação, as agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso só foi comunicado oficialmente à Polícia Civil em 16 de janeiro. Orelha foi encontrado por moradores gravemente ferido e agonizando. Ele foi resgatado e encaminhado a uma clínica veterinária, mas, diante da gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia no dia 5 de janeiro.
Exames periciais confirmaram que o cão foi atingido na cabeça por um objeto contundente, ou seja, sem ponta ou lâmina. O instrumento utilizado na agressão não foi localizado.
Cão era cuidado pela comunidade
Orelha viveu por cerca de 10 anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado coletivamente pela comunidade local. Moradores se revezavam na alimentação, limpeza das casinhas improvisadas, troca de cobertores e acompanhamento da rotina do animal, que se tornou parte do cotidiano do bairro.
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Relembre caso chocante de decapitação de cachorro
Um adolescente de 14 anos foi apreendido em Cruzeiro do Sul (AC), no bairro Saboeiro, após matar o cachorro da família. A própria mãe do jovem acionou a Polícia Militar após ele decapitar e desmembrar o animal com um facão no quintal da residência.
Ao chegar ao local, a equipe do 6º Batalhão encontrou o jovem com vestígios de sangue e apresentando comportamento agressivo. Segundo o Capitão Thales Campos, o menor tentou intimidar os familiares durante a abordagem. Em depoimento, o adolescente alegou ter atacado o cão em um momento de raiva; a mãe relatou que episódios de maus-tratos contra animais já haviam ocorrido anteriormente.
O caso está sob responsabilidade do delegado Lindomar Ventura. O jovem permanece na delegacia aguardando uma decisão do Ministério Público sobre o pedido de internação.
Cadela encontrada morta com marcas de tiros no Ifba
Outro caso de violência animal foi registrado no campus do Instituto Federal da Bahia (IFBA) de Santo Antônio de Jesus, na Bahia. A cachorrinha Mel, que havia sido adotada pela comunidade acadêmica, foi encontrada sem vida no bairro Cajueiro, com sinais compatíveis com disparos de arma de fogo.

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