BYD é citada em 'lista suja' do trabalho escravo após resgate em Camaçari

Montadora chinesa BYD entrou na “lista suja” após resgate de operários em 2024 na fábrica de Camaçari

Por Anna Caroline Santiago.

O Governo Federal atualizou, nesta segunda-feira (6), o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como "lista suja". Entre os novos nomes figuram a montadora chinesa de veículos elétricos BYD, após o resgate de operários chineses em uma obra da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

A nova relação conta com 169 novos nomes, elevando o total para 613 empregadores monitorados. Do total de novos registros, 102 referem-se a pessoas físicas e 67 a pessoas jurídicas.

BYD é citada em 'lista suja' do trabalho escravo após resgate em Camaçari.Foto: Divulgação

Caso BYD 

A inclusão da BYD acontece uma operação realizada em dezembro de 2024, no canteiro de obras da fábrica em Camaçari. Na ocasião, 220 trabalhadores chineses foram resgatados em situação irregular, como alojamentos precários, passaportes retidos e 60% do salário confiscado pelas empreiteiras.

À época, a BYD atribuiu as irregularidades à terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda e afirmou ter rescindido o contrato. O Aratu On entrou em contato com a BYD, mas até o momento, não se manifestou sobre a inclusão oficial no cadastro.

Lista suja

Entre os empregadores que constam na lista, está o cantor Amado Batista. De acordo com o documento, o artista foi autuado em duas operações realizadas em Goiás, em 2024, que resultaram no resgate de 14 trabalhadores.

Amado Batista é um dos nomes que constam na lista suja do governo federal. Foto: Divulgação

O cantor foi autuado por duas operações em Goiás, que resultaram no resgate de 14 trabalhadores. Em nota, a assessoria do artista negou as acusações, afirmando que as irregularidades ocorreram em uma área da fazenda "arrendada" para plantio de milho e envolveram quatro funcionários de uma empresa terceirizada. Segundo a defesa, os trabalhadores permanecem no local e o caso está sendo contestado.

A atualização abrange casos ocorridos entre 2020 e 2025 em 22 estados. Minas Gerais lidera o ranking de novos registros (35), seguido por São Paulo (20) e Bahia (17).

Os setores com maior incidência nesta atualização foram:

  1. Trabalho Doméstico: 23 casos

  2. Pecuária de Corte: 18 casos

  3. Cultivo de Café: 12 casos

  4. Construção Civil: 10 casos

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