Amêndoa Negra: operação da PF combate fraudes bancárias na Bahia
A operação Amêndoa Negra cumpren mandados sobre investigação de fraudes cometidas contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições
Por Dinaldo dos Santos.
A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público da Bahia (GAECO) deflagram, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Amêndoa Negra, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa a fraudes cometidas contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições bancárias.

Fraudes bancárias na Bahia
A investigação contou com o apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (CEFRA) da Caixa Econômica Federal e detectou que foram abertas 17 contas bancárias em agências das cidades de Conceição do Coité/BA, Prado/BA, Valença/BA e São Paulo/SP, com a utilização de documentos falsos,tendo o único intuito de obter recursos através de empréstimos fraudulentos.
Apurou-se, até agora, que os envolvidos faziam diversos empréstimos através das contas bancárias fraudadas, causando um prejuízo que ultrapassa a cifra de R$ 500 mil para as instituições bancárias.
A Polícia Federal passou a seguir o destino dado ao dinheiro que entrava nas contas bancárias abertas com documentos falsos e identificou parte do grupo beneficiado com as fraudes.
Na data de hoje, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, sendo nove na cidade de Itabuna/BA e um em Entre Rios/BA, além de dois mandados de prisão preventiva também em Itabuna, todos expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador/BA.
Operação Hydra
Há nove dias, a PF apreendeu documentos falsos, computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos durante a deflagração da Operação Hydra, realizada na Bahia. A ação apurou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1,2 milhão causado à Caixa Econômica Federal por meio de fraudes bancárias.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Paulo Afonso e Itabuna. Cerca de 35 policiais federais participaram da operação, com apoio da Patamo da PMBA.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso realizava a abertura de contas bancárias em nome de terceiros utilizando documentos falsificados. Em seguida, contratava operações de crédito de forma fraudulenta junto à instituição financeira e efetuava saques irregulares dos valores obtidos.
Por que Amêndoa Negra?
O nome “Amêndoa Negra” foi escolhido em razão de sua associação simbólica com o processo de ocultação, característica marcante da atuação do grupo investigado.

A amêndoa, apesar de possuir um interior claro e vulnerável, é protegida por uma casca rígida e escura, que dificulta seu acesso.
Essa metáfora representa, no contexto criminal, o modo como a organização estruturou suas fraudes bancárias: utilizando camadas de dissimulação, contas de passagem, laranjas e mecanismos artificiais de proteção para ocultar a origem e o destino dos valores ilícitos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e
lavagem de dinheiro.
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