Adolescente é sequestrado enquanto trabalhava em Dias d’Ávila, na Bahia
Adolescente de 16 anos é sequestrado enquanto estava no expediente de trabalho
Por Rosana Bomfim.
Um adolescente de 16 anos, identificado como Wilquias Jefferson Santos de Jesus, foi sequestrado na tarde de segunda-feira (9), enquanto trabalhava em Dias d’Ávila, município da Região Metropolitana de Salvador.
De acordo com informações iniciais, o adolescente foi levado por dois homens encapuzados durante o horário de trabalho. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação do crime.

Em entrevista a jornalista Diego Macedo, da TV Aratu, a mãe do jovem afirmou suspeitar que o sequestro esteja relacionado ao fato de Wilquias morar em uma localidade associada a uma facção criminosa e trabalhar em um bairro dominado por um grupo rival.

Ainda segundo informações preliminares, o jovem teria sido sequestrado e morto por integrantes de uma facção criminosa. Há relatos não confirmados que um corpo teria sido encontrado em uma área de mata no município, o que aumenta a apreensão de familiares e amigos. As autoridades, no entanto, ainda não confirmaram essa informação.
Wilquias deixa uma namorada grávida, que espera o primeiro filho do casal. O caso segue sob investigação, e familiares aguardam por respostas.
O Aratu On solicitou esclarecimentos junto às autoridades, mas, até o momento, não recebeu mais detalhes sobre o crime.
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Violência na Bahia
A Bahia apareceu como o segundo estado mais violento do Brasil em 2024, de acordo com dados do Anuário de Segurança Pública, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o ranking, o Amapá lidera a lista dos estados mais violentos do Brasil, com uma taxa de 45,1 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem a Bahia (40,6), Ceará (37,5), Pernambuco (36,2) e Alagoas (35,4).
O estudo aponta que, em 2024, foram registrados 6.036 homicídios na Bahia, em números absolutos, o que representa uma taxa de 40,6 casos a cada 100 mil habitantes. Mas, apesar da posição no ranking, a Bahia apresentou uma redução de 8,4% em relação ao anuário anterior, de 2023, quando a taxa de mortalidade era de 44,4 por 100 mil habitantes.
Ainda segundo o estudo, Salvador é a segunda capital brasileira com mais mortes violentas intencionais (MVI) a cada 100 mil habitantes. A capital baiana fica atrás apenas do Macapá, no Amapá.
De acordo com o documento, a taxa de mortes violentas intencionais em Salvador, no ano passado, foi de 61, enquanto em Macapá a taxa foi de 71. As MVI contemplam mortes de policiais civis e militares em situações de confronto, além de mortes decorrentes de intervenção policial (em serviço e fora de serviço).
Comparando com 2022, no entanto, Salvador apresentou redução no total de MVI - de 65,2 para 61,0, o que representa uma diminuição de 6,5%. A diferença é acima da média nacional (3,4%).
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