Acusados, júri e motivação: relembre detalhes do caso Sara Freitas

Sara Freitas foi encontrada morta após desaparecer no dia 24 de outubro de 2023

Por Ananda Costa.

A cantora gospel Sara Freitas, que tinha mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, desapareceu em 24 de outubro de 2023. Três dias depois, o corpo foi encontrado às margens da BA-093, em Dias d’Ávila, seminua e parcialmente carbonizada.

Caso Sara Mariano. Foto: Redes sociais

Na época, o caso repercutiu bastante nos meios de comunicação. O então marido da vítima, Ederlan Mariano, chegou a simular desespero nas redes sociais, ao lado da filha do casal, e a procurar pelo corpo da esposa.

No entanto, no dia 28 de outubro, Ederlan Mariano confessou o crime e foi preso. O Aratu On conversou com a irmã de Sara, que afirmou que a pastora enfrentava problemas no relacionamento com o marido, o empresário Ederlan Mariano.

“Ela vinha reclamando que o relacionamento estava conturbado. Ele bebia muito e, às vezes, ficava como um louco dentro de casa. Tinha ciúmes dela. O convívio deles não estava bom. Ela tentava levar o relacionamento, buscando melhorar.”

A equipe de reportagem entrou em contato com Ederlan. Em conversa por telefone, na manhã daquela sexta-feira, antes da localização do corpo, o empresário afirmou que “não tinha mais nada a dizer sobre o assunto” e que todas as informações já haviam sido passadas ao delegado responsável pelo caso.

Foto: Redes sociais

Outros investigados no caso Sara Freitas

Em dezembro, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) acatou o pedido do Ministério Público (MP) e determinou a prisão preventiva dos quatro homens suspeitos de atacar e matar a cantora gospel Sara Mariano.

Segundo o TJ-BA, os quatro indivíduos foram indiciados pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa.

De acordo com informações da Polícia Civil, Gideão, Victor e o bispo confessaram ter recebido R$ 2 mil para executar a mulher. O valor foi dividido entre eles. Zadoque ficou com a maior parte (R$ 900), e Davi Oliveira, um quinto rapaz, que não teve envolvimento direto, mas sabia que o crime ocorreria, recebeu R$ 200 para permanecer em silêncio.

O motorista por aplicativo Gideão Duarte Lima, acusado de transportar a cantora gospel até o local onde ela foi assassinada, já foi julgado e condenado. Ele recebeu uma pena de 20 anos e 4 meses de prisão.

Gideão foi o primeiro dos quatro réus acusados de envolvimento no crime a ser julgado. Segundo o advogado de acusação, Rogério Matos, o motorista foi considerado culpado por:

homicídio qualificado;
ocultação de cadáver;
associação criminosa.

Retomada do julgamento

Nesta terça-feira (24), foi registrada a chegada dos réus do caso Sara Freitas antes da retomada do julgamento dos acusados pelo assassinato da cantora gospel. O júri popular acontece em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador.

As imagens mostram o momento em que os acusados chegam ao fórum sob escolta e com reforço na segurança. O julgamento havia sido adiado após a última audiência, em novembro de 2025, quando advogados de defesa abandonaram o plenário.

No banco dos réus está o ex-marido da vítima, o pastor Ederlan Santos Mariano, apontado como o mandante do crime. Outros suspeitos também respondem pela morte da cantora.

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