Sob restrição, IGH é denunciado por falta de insumos em maternidade de Salvador
Conforme a denúncia, a ausência dos materiais teria se iniciado após um atraso no pagamento para fornecedores e no atraso de compra de insumos
Por Victor Souza.
O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Administração (Saeb), prorrogou a medida que restringe novos contratos com o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) no Executivo estadual. A empresa é alvo também de denuncias por falta de insumos e atraso de pagamentos de salários na maternidade José Maria Magalhães Netto, em Salvador.
A determinação, acessada pelo Aratu On, estabeleceu a suspensão de qualificação da empresa, fazendo com que novas contratações não sejam firmadas entre as partes.

A nova decisão foi baseada em análises técnicas da Secretaria da Saúde e pareceres jurídicos que recomendam a continuidade do afastamento temporário da organização. Segundo a resolução, o ato ocorreu para manter a integridade administrativa no setor público e que o IGH não possa atuar em novas parcerias estaduais no prazo de 90 dias.
Organização denunciada por atrasos e falta de materiais em maternidade de Salvador
Um relato feito ao site, de forma anônima, apontou que a maternidade José Maria Magalhães Netto, no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, enfrenta problemas relacionados à falta de materiais e insumos na unidade de saúde.
Segundo a denúncia de uma colaboradora, itens de higiene, roupas privativas para colaboradores, seringa, coletor para exame e para leite humano, são alguns dos itens em falta. Além disso, frasco e seringa de dieta e medicações também estão em falta. De acordo com o relato, os pacientes do equipamento estão sendo prejudicados por conta da falta.
“Vários setores são prejudicados e isso está começando a afetar o paciente, não apenas o funcionário. Os pacientes têm começado a perceber porque está havendo falta de higienização adequada dos banheiros e escadas e até atrasos na entrega de dieta por redução do quadro de funcionário”, explicou.
Falta de pagamentos e atraso em compras de materiais
Conforme a denúncia, a ausência dos materiais teria se iniciado após um atraso no pagamento para fornecedores e no atraso de compra de insumos.
“Os insumos estão mais críticos há cerca de 4 meses, quando iniciou o contrato indenizatório, mas há 2 anos esse cenário está assim com atraso de pagamento para os fornecedores e atraso de compra de insumos”, revelou.
Segundo o relato enviado à reportagem, além da falta de insumos, a unidade ainda enfrenta a troca de funcionários, por conta do atraso de pagamentos de salários.
“É argumentado para gente que os boletos não estão sendo pagos ou os pedidos estão sendo feitos em menor quantidade para poder pagar. A saída de muitos funcionários, pelos atrasos nos pagamentos e falta de informação da diretoria também já está começando a afetar o paciente, visto que em vários setores os funcionários novos não estão tendo tempo hábil para treinamento adequado”, contou.
Atraso no pagamento de funcionários
Em 2024, profissionais da área de saúde realizaram um protesto no entorno do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Na época, a unidade de saúde era administrada pelo IGH. Os trabalhadores terceirizados da unidade hospitalar reclamaram de atraso nos vencimentos. Entres os profissionais, estão enfermeiros, nutricionista e fisioterapeutas.
De acordo com os trabalhadores, vinculados ao Instituto de Gestão e Humanização (IGH), o último salário que deveria ter sido pago até o quinto dia útil deste mês, ainda, não foi pago. Os manifestantes ressaltam, também, que a situação é recorrente, causando sérios problemas aos profissionais.
O que diz o IGH sobre proibição de novos contratos e falta de insumos
Em nota enviada ao site, o IGH afirmou que em relação à prorrogação da medida cautelar, que se trata da renovação de decisão já anteriormente publicada pelo Governo do Estado, vai apresentar todos os esclarecimentos e documentos necessários para a adequada análise dos fatos.
A entidade negou as informações acerca da falta de insumos e materiais na Maternidade José Maria de Magalhães Neto. Segundo o IGH, a unidade funciona normalmente, mantendo a “assistência à população sem interrupções e com os insumos e materiais necessários para a realização dos atendimentos e procedimentos assistenciais”.
A reportagem também procurou a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para se pronunciar sobre o assunto, na última sexta-feira (19). No entanto, não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço continua aberto para possíveis esclarecimentos.

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