Saúde auditiva: prevenção é essencial para evitar perdas, diz otorrino

Médica fala sobre importância do cuidado com a saúde auditivda

Por Juana Castro.

Exposição frequente a ruídos elevados, o uso excessivo de fones de ouvido e a falta de acompanhamento médico estão entre os principais fatores de risco para perdas auditivas. O tema, que por vezes é encarado como algo inerente à idade, ganha força a cada 3 de março, data que marca o Dia da Audição e, também, do Médico Otorringolaringologista. 

Para falar sobre o tema, o Aratu On conversa com a médica otorrinolaringologista Erica Campos. Ela reforça a importância da saúde auditiva e da prevenção contra problemas que podem comprometer a qualidade de vida.

Dra. Erica Campos, médica otorringolaringologista, conversou com o Aratu On sobre cuidados com a saúde auditiva Foto: arquivo pessoal

De acordo com a profissional, existem limites considerados seguros para a audição humana, em torno de 80 decibéis. "A título de comparação, 100 decibéis é um fone no volume muito alto. O ouvido humano é capaz de tolerar bem, escutar 80, 85 decibéis por mais ou menos 6 a 8 horas de forma contínua. Então, dentro desse limiar a gente estaria teoricamente exposto a uma fonte segura”, afirma.

Segundo Dra. Erica Campos, o risco aumenta significativamente em ambientes como festas, shows e eventos com caixas de som potentes, pois a exposição é maior. “Aí o tempo de exposição segura para a audição cai de horas para minutos. E a partir daí a gente já está exposto a riscos auditivos”, alerta.

Quanto mais alto o som, menor a exposição segura | Foto ilustrativa/Pexels

Um dos sinais mais comuns de que houve agressão ao sistema auditivo é o zumbido temporário após eventos barulhentos. “Quem nunca foi para um evento ou uma festa e no outro dia acordou com um apito, um chiado no ouvido? Isso está bastante ligado a trauma acústico, quando a gente tem aquele ‘chiadinho’ no dia seguinte”, destaca.

Para reduzir os riscos, a médica orienta cautela no uso de fones de ouvido. “O principal cuidado mesmo é evitar se expor a essas fontes de ruído mais alto e, quando for usar o fone, por exemplo, não colocar no seu volume máximo, porque aí também correria em risco de exposição”, recomenda.

Diagnóstico precoce e acompanhamento da saúde auditiva

Além da prevenção, o diagnóstico precoce é fundamental para preservar a saúde auditiva. O exame indicado para rastreio é a audiometria.

“O exame que a gente usa para rastreio de audição é a audiometria e, na realidade, todos nós estamos expostos a ter problemas de audição a partir dos 40 anos. Então, seria uma boa época para que a gente tenha uma audiometria de referência que possa ir acompanhando esse paciente com audiometrias anuais ou a cada dois anos, conforme a indicação clínica de cada um”, explica a médica.

O exame indicado para rastreio é a audiometria | Foto ilustrativa/Pexels

Ela chama atenção ainda para um ponto pouco conhecido pela população: a perda auditiva nem sempre começa com dificuldade para ouvir. “O primeiro sinal de perda auditiva não é dificuldade para ouvir. Muitas vezes, o primeiro sinal de que sua audição está em perigo é a presença de zumbido (apito ou chiado no ouvido, por exemplo)”, afirma.

Apesar de comum, o zumbido ainda é cercado de desinformação. “Muitas pessoas deixam de procurar ajuda para tratar zumbido porque existe uma coisa assim no imaginário coletivo de que zumbido não tem cura. Mas o zumbido tem manejo clínico com bastante melhoria desses sintomas”, completa.

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