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OMS quer que países detectem novas pandemias em até 24 horas; saiba mais

Detecção de pandemias em até 24 horas é a meta da OMS até 2030, com uso de inteligência artificial e compartilhamento de dados entre países

Por Dinaldo dos Santos.

A detecção de pandemias em até 24 horas após o surgimento de uma ameaça à saúde é a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países até 2030. A iniciativa busca identificar novos surtos rapidamente e evitar que doenças se espalhem e provoquem crises sanitárias de grandes proporções.

O plano foi anunciado nesta segunda-feira (12), durante a Cúpula Mundial da Saúde, em Berlim, na Alemanha, e integra a nova estratégia de cinco anos do Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias da organização. As informações foram divulgadas pelo Uol.

Detecção de pandemias terá apoio de IA

A detecção de pandemias será fortalecida com ferramentas de inteligência artificial capazes de analisar milhares de fontes públicas em tempo real, em busca de sinais de possíveis ameaças à saúde.

A estratégia também prevê ampliar o sequenciamento genômico e a bioinformática, recursos que ajudam a identificar novos agentes infecciosos e aceleram o desenvolvimento de testes, tratamentos e vacinas.

Foto: Ilustração

Outra frente é mobilizar uma rede com mais de 2 mil especialistas em modelagem e ciência de dados para apoiar respostas rápidas a novas ameaças.

Criado em 2021, após as fragilidades expostas pela pandemia de Covid-19, o Centro também pretende ampliar iniciativas de vigilância colaborativa, já implementadas em mais de 83 países, e desenvolver sistemas digitais seguros para facilitar o compartilhamento internacional de informações.

Peste pneumônica

Recentemente, a morte de uma pesquisadora de 28 anos que trabalhava em um instituto especializado no estudo da peste, na Sibéria, colocou autoridades internacionais em alerta para a possibilidade de peste pneumônica na Rússia.

A causa da morte, porém, não foi confirmada como infecção pela bactéria Yersinia pestis. A Organização Mundial da Saúde (OMS), na ocasião, cobrou mais informações das autoridades russas para esclarecer o caso e avaliar os riscos à saúde pública.

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